sábado, 29 de dezembro de 2007

Ano 9

2007, segundo a numerologia, foi um ano 9. Li no blog de uma amiga que isso significa que foi um ano de colher tudo aquilo que plantamos. Pensando sob esse ângulo, eu tenho semeado boas coisas.
No trabalho, comecei o ano com um contrato bacana, mesmo sem estar formada ainda. Depois, tive a oportunidade de viver outras experiências profissionais - fiz assessoria e comecei a colaborar com uma agência de notícias.
Na faculdade, mudei de "panela" e produzimos trabalhos muito bons. Não que o outro grupo fosse ruim, de forma nenhuma. Mas a relação se desgastou um pouco e influenciou na qualidade dos projetos.
Na vida "pessoal" - coloco entre aspas porque a vida é pessoal em todos os sentidos -, retomei o contato com os amigos, estou mais próxima deles. Abandonei um pouco a vida virtual para viver mais a vida real. Viajei, me diverti, pulei carnaval do camarote do sambódromo, tomei alguns porres, fiz algumas besteiras, participei de todos os amigos secretos de fim de ano, fui em centenas de churrascos, quase não recusei convites para sair - como era de praxe -, enfim, vivi.
Criei hábito de ir ao cinema, ao teatro, a shows. Assisti o Blue Man Group, o Momix (excelente! Me surpreendi com esse grupo), Marisa Monte (não sou fanática por ela, mas o show é bom). Vi a Fernanda Torres no teatro, o Marcelo Médici também, e virei frequentadora assídua da locadora de vídeos.
Resolvi algumas pendências do passado, inclusive uma de muitos anos. Amadureci.
Virei titia - o Leonardo nasce em fevereiro.

2007 passou rápido demais. Talvez por isso o que não foi tão bacana eu já esqueci - não deu nem tempo de assimilar.
Desejo que 2008 também passe rápido. Não vejo a hora de terminar a faculdade e ficar um pouco menos "presa".
Se 2007 foi um ano 9, 2008 é um ano 1. Ano de começar novos projetos, de zerar o cronômetro, renovar as expectativas, mudar as promessas, atualizar o discurso.

Como boa jornalista, desejo que 2008 seja repleto de notícias boas. Saravá.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Genial

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar eentregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

DIREITOS HUMANOS – Violações muito além das prisões

7/12/2007 17:22:57
DIREITOS HUMANOS – Violações muito além das prisões
Carol Rocha/Especial para BR Press

(São Paulo, BR Press) - As recentes acusações de violação de direitos humanos em prisões brasileiras que vieram à tona recentemente projetaram de forma negativa mais uma vez a imagem do Brasil internamente e no exterior. Notícias da menor L., de 15 anos, que ficou presa numa cela com 20 homens em Abaetetuba (PA), e de seis presos que ficaram acorrentados a colunas do lado de fora de uma delegacia, que tem capacidade para quatro detentos, mas abriga 22 em Palhoça (SC), são apenas dois exemplos de uma ampla gama de violações aos direitos humanos ocorridas no país este ano. Dados do Relatório Direitos Humanos no Brasil 2007, organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, e lançado na última quinta-feira (06/12), chocam.
A publicação afirma que as comunidades carentes, os indígenas e a população ribeirinha são os que mais sofrem com a situação. O assessor político do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Paulo Maldos, diz que os índios Guarani-Kaiowá (MS) vivem, atualmente, o “holocausto”. Ele cita, no relatório, o assassinato de uma rezadeira de 70 anos, morta por pistoleiros, e o estupro seguido de morte de uma outra indígena de 107 anos.
Além disso, em 2007, foram registrados 27 suicídios de indígenas nessa região. O que surpreende é que 15 das 27 vítimas tinham de 13 a 18 anos. Não se sabe o motivo que os levou ao ato, mas uma das hipóteses é a invasão dos territórios Guarani, o que altera o modo de vida deles, acarreta doenças físicas e submete a comunidade a uma pressão psicológica. A polêmica transposição do Rio São Francisco, segundo Maldos, prejudicará 22 comunidades indígenas.

Biocombustíveis

Outro ponto que merece destaque no relatório é a preocupação com a crescente utilização de alimentos básicos para a produção de biocombustíveis. Uma pesquisa do Instituto Internacional de Investigações sobre Políticas Alimentares (IIPA) estima que a produção de agrocombustíveis pode causar um aumento de 20% no preço do milho e de 26% no preço da soja até 2010.
O IIPA também alerta que o número de pessoas desnutridas deve aumentar em 16 milhões por ponto percentual no aumento dos preços de alimentos básicos. “Esse modelo de expansão do agronegócio viola os direitos dos trabalhadores, principalmente daqueles que trabalham no corte da cana, da madeira e da soja. Há muitas denúncias de trabalho escravo nesses locais. Em nome de um ‘discurso verde’, esses produtores expulsam a população nativa e ribeirinha do seu habitat”, afirma Jelson Oliveira, agente da Comissão Pastoral da Terra/PR e professor de Filosofia e Ética da PUC/SP.
Antônio Canuto, secretário da Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, diz que o presidente Lula afirmou, no discurso de inauguração de uma usina de álcool e açúcar em Barra do Bugres (MT), que ambientalistas, índios e quilombolas são “entraves” para o crescimento do Brasil. “O discurso do presidente parece que deu munição extra aos que compartilham a idéia. Em 2007, alguns dos conflitos de maior repercussão foram justamente os que envolveram ambientalistas, quilombolas e índios”, lembrou Jelson.

BOPE

No ano em que o Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (BOPE) ganhou notoriedade, a segurança pública no estado também foi objeto do relatório. “Estatísticas recentes divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública mostram que, no primeiro semestre de 2007, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 33,5% no número de mortes em supostos confrontos com a polícia, queda de 23,6% no número de prisões e os índices de apreensão de drogas e de armas diminuiu 7,3% e 14,3%, respectivamente”, afirma o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa(RJ), Alessandro Molón. “Esses números revelam, no mínimo, a ineficiência do método adotado para enfrentar a criminalidade no Rio de Janeiro, sem falar na quantidade de vidas perdidas”.
Para Maria Luisa Mendonça, jornalista, coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e organizadora do Relatório Direitos Humanos no Brasil 2007, “o imaginário popular, muitas vezes, confunde os direitos humanos com a defesa dos direitos dos bandidos, e não é bem assim. A gente precisa expandir a noção de direitos humanos para a sociedade”, finaliza.
Indigan(ação)
Certamente, a indignação coletiva com a notícia de que a menor L., de 15 anos, que ficou presa numa cela com 20 homens em Abaetetuba (PA), pode ser considerada um combustível para essa divulgação do que são direitos humanos, cuja Declaração Universal dos Direitos Humanos foi dotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.
Minutos depois de deixar o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última segunda-feira (03/12), a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, disse que a prisão da jovem paraense é um desrespeito às convenções ratificadas pelo Brasil nas áreas de direitos civis e políticos. "A pergunta que eu me faço é: Por que ela foi presa antes de ser julgada e condenada?", questionou.
O caso da menor L. provocou a saída do delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, no último dia 22/11. Além de promotores, agentes de polícia e delegados, a CPI do Sistema Carcerário quer ouvir a juíza Clarice Maria de Andrade, que determinou a prisão da menor, e a presidenta do Tribunal de Justiça do Pará, a desembargadora Albanira Lobato Bemerguy.
Mas isso não é o bastante, já que tais abusos são freqüentes e precisam ser discutidos sem a necessidade de sensacionalismo na mídia. Ou seja: indignação tem de levar à ação para que o respeito aos direitos humanos aumente no Brasil.

[matéria publicada no site da agência BR Press - www.brpress.net]

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

28 primaveras

Hoje eu completo 28 primaveras. Como foi rápido!!!
O melhor presente que recebi nesses anos todos foi a maturidade. E, se eu puder pedir mais alguma coisa, desejo ter os amigos sempre reunidos por perto. Só.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Jingle Bells

Papai Noel,
já pendurei minha meia na janela. Peço que este ano você deixe nela muita paciência, energia, compreensão e bom-humor para que eu consiga encarar 2008 de frente (sic!). Ufa.

sábado, 24 de novembro de 2007

Primeira primavera

Hoje este blog faz um ano!!!

Foram mais de 2.000 visitas e quase 300 comentários.
É isso aí! Obrigada aos amigos blogueiros pela interação!!


[obrigada por me lembrar essa data, Paulo!!]

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sem salto alto

Para os que dizem que eu sou séria demais...
... é porque não me viram sem scarpin.




Mudaram de idéia??

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Se...

Recebi a tarefa de responder esse "questionário" no blog de uma amiga e resolvi postá-lo aqui. Se mais alguém quiser entrar na onda...

Se eu fosse um mês: fevereiro (carnaval)
Se eu fosse um dia da semana: Segunda. Tá, é brincadeira. Seria sábado.
Se eu fosse uma hora do dia: 3h da madrugada
Se eu fosse um planeta: Terra
Se eu fosse uma direção: Norte. Para cima, sempre. rs
Se eu fosse um móvel: Cama
Se eu fosse um líquido: Suco de laranja
Se eu fosse um pecado: Preguiça
Se eu fosse uma árvore: Putz! Poderia ser uma trepadeira?
Se eu fosse uma flor: Girasol
Se eu fosse um clima: Verão
Se eu fosse um instrumento musical: Gaita
Se eu fosse um elemento: Ar
Se eu fosse uma cor: Branco
Se eu fosse um bicho: Pássaro
Se eu fosse um som: Riso
Se eu fosse uma música: Aquela do Gonzaguinha que esqueci o nome agora. rs
Se eu fosse um estilo musical: Rock, blues
Se eu fosse um sentimento: Amor
Se eu fosse um livro: Dicionário
Se eu fosse uma comida: Batata
Se eu fosse um lugar: Grécia
Se eu fosse um gosto: Chocolate
Se eu fosse um cheiro: Mato
Se eu fosse uma palavra: Amor
Se eu fosse um verbo: Perdoar
Se eu fosse um objeto: Amuleto
Se eu fosse um livro, seria escrito por: Mim
Se eu fosse uma parte do corpo: Olhos
Se eu fosse uma expressão facial: Sorriso
Se eu fosse um personagem de desenho animado: Mulher maravilha. rs
Se eu fosse um filme: Sei lá, talvez Crash
Se eu fosse uma forma: Círculo - não tem começo nem fim
Se eu fosse um número: 2
Se eu fosse uma frase: Acabei de ler uma muito boa: "Meu fácil me enfada. Meu difícil me guia" Paul Valery

domingo, 21 de outubro de 2007

Merchã



Meninas, eu também amo vocês!!!

[aposto que a Paloma vai deixar um comentário bem carinhoso aqui...]

sábado, 20 de outubro de 2007

Maioridade

Hoje faz dezoito anos que meu pai morreu...

Raramente eu lembro dessa data, mas esse ano, não sei por que, lembrei. Só depois de adulta me dei conta de como uma referência masculina em casa faz falta. Não, nunca me faltou nada: nem amor, nem carinho, atenção... minha mãe sempre supriu tudo. Mas a figura paterna é muito importante. Por isso, hoje, fico assustada quando vejo esse monte de criança crescendo sem pai. Os adultos são meio egoístas nesse sentido quando só levam em consideração o bem-estar próprio. Aqui em casa foi diferente: cresci sem pai não por opção deles, mas por uma fatalidade. E com a maturidade que o tempo me trouxe, posso afirmar que faz falta. Exatamente por isso, tô fora de produção independente.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sobre o post abaixo

Preciso explicar este último post.

Quando eu disse "criticar alguém", eu quis dizer criticar algo que alguém fez - e não especificamente criticar a pessoa. É importantíssimo desenvolver espírito crítico - e isso inclui autocrítica. Saber diferenciar o que é bacana e o que não é.
Para comentar um trabalho, um texto, um filme, uma foto ou seja lá o que for, temos que ter embasamento. Foi isso que eu quis dizer. Nada pessoal.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Opinião

Para criticar alguém você precisa ser, no mínimo, igual. Mas o ideal é que seja melhor.

domingo, 30 de setembro de 2007

Garfield que me perdoe


Podem me chamar de maluca, mas eu adoro a segunda-feira. Talvez porque ela represente o início, o começo de uma etapa que está "em branco", à espera do que vamos desenhar...

Às segundas, sempre tenho a sensação da novidade, das chances renovadas. Assim como as sextas me trazem o sentimento de missão cumprida (mesmo que seja comprida).

É como se eu ganhasse, toda semana, a oportunidade de um novo começo (sic!).

E mesmo que eu faça a escolha errada no início, sempre dá para mudar o final. E recomeçar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Livre, leve e solta

Outro dia estava pensando nas sensações e sentimentos que nós, humanos, podemos ter. Amor, alegria, satisfação, raiva, angústia, ansiedade...
E quando vários sentimentos se confundem? Nossa! Aí é complicado.
Mas cheguei à conclusão que o sentimento que eu mais gosto de sentir é bem simples: alívio.

Alívio por tirar o sapato apertado, alívio ao fazer xixi, alívio ao pagar uma conta, ao falar o que sinto, ao chegar em casa bem, ao cumprir o dever, ao resolver um problema, ao chegar no horário, ao tomar decisões... enfim, alívio; diminuição de peso.

Parafraseando uma propaganda (talvez de margarina, não tenho certeza), 'viva uma vida leve'.

domingo, 26 de agosto de 2007

Quando 1 + 1 = 1

"A pessoa certa aparece na hora errada. E a pessoa errada aparece quando não deveria".

Já sabe o resultado, né?

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Cisco

A princípio vem a sensação de nó na garganta. Depois essa sensação sobe e faz arder os olhos, que por sua vez ficam vermelhos, lacrimejam e borram a maquiagem. Na luta contra a iminência de desabar, sentimos raiva. E mais raiva.
Então temos duas opções: insistir na raiva ou se entregar.

Hoje eu preferi me entregar, desabar, ligar o fodaSSe, assoar o nariz, lavar o rosto, terminar meu job e cair na cama, com a certeza de que amanhã é um novo dia - e eu adoro novidade.

[E duas rodelas de pepino resolvem o estrago...]

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Pausa

Amigos queridos e leitores assíduos (ou não. rs),
algumas pessoas (mais do que eu poderia esperar) me perguntaram essa semana se eu desisti de postar. Não!!! Não desisti.
É bom saber que vocês me 'visitam' e, principalmente, que gostam do que eu escrevo. Muita gente passa por aqui anonimamente e não deixa vestígio (post), mas interage comigo depois. Muito bacana isso!

Estou buscando inspiração. Volto em breve!!

beijo pra todos!
Carol.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Tudo que cala fala mais alto

Eu 'avalio' as pessoas pela coerência entre atos e palavras. Sempre desconfiei de quem fala muito e faz pouco e/ou fala uma coisa e faz outra. Aliás, costumo cortar da minha vida quem não faz o que fala, quem 'fura' com freqüência, quem tem papo mas não tem atitude.

Algumas pessoas têm facilidade para mentir com palavras. Mas mentir com gestos é bem mais complicado.

Ainda não cheguei à conclusão se isso é uma qualidade que tenho ou um defeito, mas não sei mentir - e nunca precisei. Imagino que seja muito mais difícil manter uma mentira do que enfrentar a verdade/realidade. Por isso, não arrisco: fico com a segunda opção.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Metamorfose

Chega um momento da vida em que os filhos deixam de ser filhos e se tornam pessoas.
A maioria dos pais não percebem isso - ou percebem e não aceitam. Não sou mãe, mas imagino que seja muito difícil cortar o cordão umbilical. A cultura ocidental tem entre suas características o apego às coisas e às pessoas. Deveríamos lutar contra isso, afinal, parafraseando - e adaptando - um pensamento de Nietzsche, "nada nos pertence além dos nossos sonhos".
E os filhos têm sonhos próprios. É um erro querer que eles supram as carências e frustrações dos pais. Não dá para delegar essa responsabilidade a quem quer que seja.
E se seu filho não é como você gostaria que ele fosse, apenas respeite-o. Não espere dele mais do que ele pode te oferecer.
Não se anule em nome deles, mas, se o fizer, não os responsabilize.
Parece difícil? Sim, mudar alguns conceitos é difícil. Mudar as atitudes, então, a priori parece impossível. A base de tudo é o respeito. Respeito pelo ser individual que somos, independentemente de estarmos na condição de pais ou de filhos. Ou nas duas.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

7 maravilhas da blogosfera

Esta foi uma brincadeira sugerida pelo genial James!! Quem quiser, está convidado a entrar na roda. As regras seguem abaixo.

BRINCANDO É QUE SE BRINCA

Graças ao carinho da Eu... de O Meu Mundo o Reflexões recebeu esta comenda.
Agora é tentar continuar a brincadeira pedindo perdão a todos os que ficaram fora da lista.
Eis o regulamento:Regulamento:
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail:
7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com.
No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações.A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.

4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.

MINHAS INDICAÇÕES SÃO:

Reflexões
Passageiro Digital
A luta do acaso contra o próprio destino
Boa Prosa
Endorfina
Acervo do Igor
Querido Leitor

sábado, 16 de junho de 2007

Mude - por Edson Marques

"Mude, mas comece devagar porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros, viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!"

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Ilha de Skiathos - Grécia




Sim, eu tenho um amigo grego que mora nessa ilha aí. Ele e mais 4.999 habitantes. No condomínio onde eu moro deve ter mais gente do que nessa ilha!
Surreal.

Hoje tem marmelada


Não conheço essas pessoas. rs


Eu, Ci e Melissa, a criança mais figura que eu já conheci (14/06/07)


quinta-feira, 14 de junho de 2007

Na verdade, o gerúndio já era

A moda está presente em todas as situações da vida. Inclusive na linguagem. Vira e mexe aparecem um modismos lingüísticos, como aconteceu com o uso excessivo e desregrado do gerúndio.

Mas faz algum tempo que um vício de linguagem tem me incomodado mais que o "ando", "endo", "indo": é a expressão "na verdade". Repare como os neo intelectuais ligam uma frase à outra dizendo "na verdade, blá blá blá". Putz! Isso é muito chato. Será que a frase anterior era mentira e bateu um arrependimento instantâneo que o impulsionou a corrigir a informação?

Outro dia, num programa de rádio, ouvi uma entrevista com um jornalista/escritor/ator/comediante. A cada dez frases proferidas, oito começavam com "na verdade... "
O cara pareceu ser um bom profissional, inteligente, engraçado. Mas, na verdade, de toda a entrevista eu só assimilei a expressão "na verdade..."

Dica de teatro

Grupo Sombrero de Teatro
apresenta
Lamento por Ignacio Sánchez Mejías

O espetáculo é baseado na obra homônima do poeta espanhol García Lorca e fala sobre o mundo das reflexões e dos sentimentos


Escrita e encenada por Zaqueu Machado, a peça teatral Lamento por Ignacio Sánchez Mejías é atração no Teatro Studio 184, todas as quintas-feiras às 21h.
A dramaturgia deste espetáculo é fundamentada, sobretudo, nos quatro poemas de Lorca que integram a peça: “A investida e a morte”, “O sangue derramado”, Corpo presente” e “Alma ausente”.

Sinopse
Este espetáculo é baseado na obra poética homônima do espanhol Federico García Lorca, publicada em 1935, um ano antes do fuzilamento do bardo andaluz de Fuente Vaqueros, na madrugada do dia 19 de agosto de 1936, em Víznar, no alvorecer da Guerra Civil Espanhola. Ao saber do falecimento de seu amigo, o famoso toureiro andaluz Ignacio Sánchez Mejías, ferido gravemente na virilha, durante uma corrida de touros, García Lorca faz uma dolorosa reflexão acerca da efemeridade da existência humana e do perene conflito entre o “mortal” e o “eterno”, potências telúricas que se enfrentam, na cultura andaluza, segundo o universo da tauromaquia, por meio do enfrentamento mítico do homem com o touro. Neste monólogo, o espectador será levado, em função do palco-arena, que aproxima o ator do público, a um espaço e tempo que escapam da percepção comum de realidade, porque o foco é o mundo psicológico das reflexões e sentimentos, além disso, também o figurino leva o espectador a um ambiente indeterminado. A tradução para a língua portuguesa mantém a musicalidade e a dimensão metafórica dos versos originais.

Sobre o Grupo Sombrero de Teatro
Formado por atores da Oficina de Atores Nilton Travesso, sob a direção de Sérgio Milagre, o grupo montou Bodas de Sangue, de García Lorca. O monólogo Lamento por Ignacio Sánchez Mejías é a segunda montagem do Grupo.

Sobre o ator
Zaqueu Machado é formado em Interpretação Dramática pela Oficina de Atores Nilton Travesso. Atuou no Grupo TEIA, em duas montagens: Canto a Vida e à Vida, em 1999, e Irmãos das Almas, em 2000. Como dramaturgo, escreveu O drama de um apaixonado (drama juvenil), As brasileiras (comédia) e A caixa mágica (teatro infantil). Também foi professor e diretor de teatro amador estudantil durante três anos. Como poeta, publicou, em 2003, Tempo Dissoluto, pela Editora Zouk. Professor Mestre em Língua e Literatura Espanhola e Hispano-americana, Zaqueu Machado também atuou nas peças Bodas de sangue, de Federico García Lorca, Boca de Ouro, de Nélson Rodrigues e De Asfalto e Calçadas ou A Lenda do Menino Romeno, de Marcelo Soler.

Serviço:
Grupo Sombrero de Teatro apresenta o espetáculo Lamento por Ignacio Sánchez Mejías
Tradução, adaptação e dramaturgia: Zaqueu Machado
Direção: Sérgio Milagre
Atuação: Zaqueu Machado
Duração: 50 minutos
Datas: Quintas-feiras às 21h00 – Curta temporada
Local: Teatro Studio 184
Endereço: Praça Roosevelt, 184 - Consolação
Preço: R$ 15,00
Ingressos: Compra antecipada às quintas-feiras a partir das 17h no local
Informações: (11) 3259-6940 / E-mail: zaqueumbjr@yahoo.com.br

Informações para a imprensa:

Tierno Press Assessoria
Contatos: Luciana Tierno
Sandra Leny
Tel.: 11 2193-1918 / 9385-4439
E-mail: imprensa@tiernopress.com.br
Site: www.tiernopress.com.br

terça-feira, 12 de junho de 2007

E depois?

Segundo uma Lei da Física, toda ação corresponde a uma reação. E, para mim, o mais importante nas relações humanas não são as ações, mas as reações.

Briguei com alguém? Posso consertar o estrago depois que os ânimos esfriarem. Pisei na bola? Nada mais nobre que admitir o erro e ser honesto. Tenho o direito de falhar, mas posso - e devo - pedir desculpas no dia seguinte.

Isso vale também para as boas atitudes. Recebeu flores? Retribua o cartão.

O desenrolar das situações é que demonstra o caráter das pessoas e o que verdadeiramente representamos para elas.

Mas às vezes o day-after demora dias...


[a primeira impressão, realmente, não é a que fica...]

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Resiliência

"... capacidade de um ser humano de sobreviver a um trauma, a resistência do individuo face às adversidades, não somente guiada por uma resistência física, mas pela visão positiva de reconstruir sua vida, a despeito de um entorno negativo, do estresse, das contrições sociais, que influenciam negativamente para seu retorno à vida. Assim, um dos fatores de resiliência é a capacidade do individuo de garantir sua integridade, mesmo nos momentos mais críticos".

Esta é a definição da Profa. Dra. Sandra Maia Farias Vasconcelos.

Originalmente, o termo "resiliência" refere-se à capacidade que um metal tem de resistir ao choque; de voltar ao normal após uma colisão. Mas atualmente o termo é utilizado também nas ciências humanas.
O ser humano é, por natureza, resiliente. Uns mais, outros menos. O importante é não desistir de prima. E, mesmo que após a colisão a gente não volte ao "normal" (ou ao que éramos antes), pense que podemos voltar melhor; mais moderno; com um novo design, arrojado; adaptado às novas necessidades.
[a intenção é morrer a cada noite para renascer melhor a cada dia...]

sábado, 19 de maio de 2007

Como uma onda

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...
E quem disse que isso é ruim?

Eu, segundo a Lolo


[Fashion]



[Culta]


[Por conta da sua imaginação...]

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Divã Cybernético

Hoje fiz um exercício de autoconhecimento inverso.

Assim: perguntei para alguns amigos qual é a imagem que eles têm de mim. Descobri que é beeeem diferente da minha. E digo amém(!) por não ser a primeira imagem aquela que fica.

Gostaria da opinião de quem passa por aqui.

[é bem mais em conta do que pagar a terapeuta...]

sábado, 5 de maio de 2007

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Bênçãos

A amizade é a relação mais saudável e a mais necessária à manutenção da vida humana. Ficaria triste se morressem todos os meus amores, mas morreria se perdesse os meus amigos! (isso é plágio, eu sei. Mas é verdadeiro).

Bons amigos são a família que nos permitiram escolher. E a família que Deus me deu eu não escolhi, mas Ele teve um ótimo feeling.

[A amizade é um amor que nunca morre...]

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A menor distância entre dois pontos

"A falta de memória é um atalho para a felicidade".

Li essa frase num outro blog. Não sei se compreendi o significado correto, mas talvez a amnésia fosse mesmo a solução para alguns "problemas" como o cheiro, os lugares, a letra daquela música, aquela frase que ainda sussurra... e para todas aquelas promessas que não foram cumpridas e que ainda não caíram no esquecimento.

[o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença]

terça-feira, 1 de maio de 2007

Mar sem fim

Depois de assistir o filme da família Schürmann (O mundo em duas voltas) a gente percebe o quão medíocre é a vidinha que levamos.

[um dia eu ponho a mala nas costas e o pé na estrada...]

Dica / dvd: O CÉU DE SUELY

Paradoxal; singelo e forte; simples e profundo.
Preste atenção nos olhares, na música, nos trejeitos...

[alguém sabe se "Estamira" já está disponível em DVD?]

quinta-feira, 26 de abril de 2007

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Túnel do tempo

Eu não gosto de falar do passado, não gosto de pensar no passado e vivo muito mais no futuro do que no presente. Mas, às vezes, algumas situações - ou pessoas - me fazem lembrar que lá atrás tem muita coisa bacana que pode ser compartilhada ainda hoje. A nostalgia não é de todo ruim.

De repente a saudade bate - e por vezes dói. Só não sei se matar a saudade não traria mais saudade...

Preciso aprender a dosar os três tempos: passado, presente e futuro.

A fórmula ideal seria:
pensar 10% no passado
sonhar 10% com o futuro
viver 80% no presente

A fórmula atual consiste em:
lembrar 2% do passado
imaginar 68% do futuro
aproveitar 30% do presente

= desequilíbrio.


[A intuição sussurra a verdade. Não somos poeira, somos magia. Feche os olhos e siga sua intuição.]

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Pó nosso que estais no chão

Se tem uma coisa que me incomoda profundamente é a poeira. Não ligo muito pra bagunça, mas pra poeira...
Às vezes são 3h00 da madrugada - como agora, por exemplo - e eu pego a vassoura pra tirar a poeira do chão.
A bagunça remete a movimento; alguém passou e bagunçou; alguém VIVE ali.
Já a poeira dá a impressão de abandono; desleixo; de falta de vida.

[sacudindo a poeira e dando a volta por cima]

Pretty woman

Esses dias chorei assistindo - pela enésima vez - o filme "Uma linda mulher". É o cúmulo da sensibilidade, né não? Chega a ser preocupante...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Arco-íris ontem, 8/4/07, às 17h50





Sobre a espontaneidade...

Fui ao cinema e, na volta, passei numa livraria que fica aberta 24 horas. Precisava comprar dois livros, mas só achei um. Então, como adooooro comprar livros - embora nem sempre os leia - resolvi bater perna por lá e escolher outro título.
Dois caras estavam na livraria fazendo a mesma coisa: batendo perna e escolhendo livros. Um deles já estava com as mãos cheias, mas o outro não sabia o que levar. Completamente indeciso mas decidido a comprar algum livro. Bom, quem vai a uma livraria à 1h00 deve querer muito muito muito algum livro.
Eis que, quando finalmente ele escolhe e o vendedor suspira "Ufa!", eu, que estava agachada olhando a parte de baixo da prateleira, me levanto e falo para o garoto: "Ah, esse livro aí é muito chato".
O vendedor só não me esganou porque ele não leva comissão nas vendas. Eu acho. Ou melhor, eu espero. Porque o garoto desistiu da compra.


[ps: o livro chato, na minha modesta opinião, é Laranja Mecânica. Eu tentei consertar o estrago indicando Admirável Mundo Novo - que segue a linha do Laranja mas é mais interessante -, mas...]

sábado, 7 de abril de 2007

Apenas um adendo

Amigos,
não me mandem link de orkut porque eu não tenho orkut; não tenho um perfil fake e nem uso a senha de algum amigo bacana.
Também não percam tempo me mandando convite. Não pretendo, pelo menos por enquanto, voltar a frequentar site de relacionamento. Tenho preferido a vida real, com direito a abraço e aperto de mão.

[O blog? É um excelente exercício literário]

Programa família


Templo budista Zu Lai (Cotia - SP)
[Carol, Vó, Mãe e Bru]

Lado B

Banho gelado ativa a circulação; a cabeleireira deixou meu cabelo mais bonito do que eu deixaria; descer/subir escada faz bem pro coração e pras coxas; a roupa que eu queria usar talvez não fosse adequada para a ocasião; não tomei capuccino, mas comi umas tranqueiras bem gostosas pela rua, daquelas que engordam e nos fazem felizes.

[virando o disco...]

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Dependência

Tomei banho gelado; paguei para secar o cabelo; não consegui acessar a internet; tive de descer 12 andares a pé; não usei a roupa que queria porque não deu pra usar o ferro de passar; não pude esquentar a comida no microondas; não consegui comprar meu sagrado capuccino de todos os dias porque a máquina de Visa Electron e o caixa eletrônico também não estavam funcionando.

Resumindo: eu sou movida a energia elétrica.

Mas estou feliz. O que tinha de dar certo hoje, deu. O resto... fica pra amanhã.

[pensando em comprar pilhas recarregáveis...]

terça-feira, 3 de abril de 2007

Carol says: Can I help you?

MM says: you're alredy help me out....
i don't known what to say, however you made my day.... i fell good now, i would like to meet you and drink all night long....
get drunk and happy
i'm sure we'll have a hilarious chat... and laugh, maybe cry....
but will be forever remembered

[matar a saudade às vezes dá mais saudade... by MM]

domingo, 1 de abril de 2007

Abstinência

Estou passando por uma crise de abstinência terrível. O pior vício que existe é o vício nas pessoas. Não é saudável ser viciado em alguém.

[Foi bem mais fácil largar o cigarro...]

Day after

Uma noite bem bebida = um dia mal dormido.
Xô uruca!

[alternando entre a cama e o banheiro]

domingo, 25 de março de 2007

Faça o que eu falo...

Hoje o Fantástico mostrou uma reportagem sobre os perigos da escova progressiva. Matéria bacana, explicativa, com a opinião de especialistas etc.
Mas no fim da matéria aparece a Glória Maria aconselhando: "garotas, assumam seus cachos!"

Justo a Gloria Maria, que não assume nem a idade e usa o cabelo mais esticado da televisão brasileira! Só rindo mesmo.

[... mas não faça o que eu faço.]

segunda-feira, 19 de março de 2007

Cinema / Dica

Se quer ficar com medo: "Uma verdade inconveniente", de Al Gore. Mas se preferir a fantasia à realidade, "Ponte para Terabítia". Simplesmente lindo e mágico.

"Mantenha a mente sempre aberta"

sábado, 17 de março de 2007

Acertividade

Você sabe o que quer da vida? Tem certeza disso?
Policie seus pensamentos, pois, cedo ou tarde, eles irão se materializar.

[voltando pra casa com a baqueta do Ma]

quarta-feira, 14 de março de 2007

Mutantes

"Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos"

[acho que é Shakeaspere, mas li num texto do Deepak Chopra]

terça-feira, 13 de março de 2007

Uma coisa é uma coisa...

... e outra coisa é outra coisa.
Cultura não é sinônimo de inteligência e vice-versa.

Cultura tem muito mais a ver com memória e oportunidade do que com inteligência. Conheço pessoas que têm uma bagagem cultural bem bacana, mas que não são inteligentes. Assim como conheço pessoas inteligentes que não são cultas, ou por falta de oportunidade ou por terem memória ruim.

Eu me encaixo nas que têm memória ruim. Aliás, a tecla DEL do meu cerébro funciona tão bem que às vezes deleta até o que não deveria.

[tentando um CTRL Z]

domingo, 11 de março de 2007

quinta-feira, 8 de março de 2007

Temos mesmo o que comemorar?

Há alguns dias li uma matéria que falava sobre a "evolução" das mulheres ao longo dos anos.
Coloco "evolução" entre aspas porque, sinceramente, não sei se evoluímos de fato.

As feministas rasgaram os sutiãs e brigaram para ter os mesmos direitos dos homens. Ok, conquistamos nosso espaço, melhoramos alguns aspectos da vida cotidiana, mas para quê? Para virar uma tchutchuca? Para ser objeto sexual? Para ser valorizada pelo peito siliconado e não pelo caráter?

O que conseguimos realmente nesses últimos anos? Acumular funções. Hoje em dia, além de cuidar da casa, dos filhos, do marido, ainda trabalhamos fora. E, apesar de nos destacarmos mais do que eles, ganhamos menos.
Cada vez mais sofremos com a pressão da mídia para estar sempre em forma, com o cabelo liso, a roupa da moda. Além disso temos que ter as pernas, a virilha e o buço depilados. Sempre.
Mas, se saímos com mais de um cara na mesma semana, ainda somos taxadas de p...

Eu não quero ser tchutchuca, não quero colocar silicone no peito e nem ser valorizada pela bunda sem celulite. Quero, sim, conquistar meu espaço; ter o salário equiparado ao dos homens; posso até rachar a conta no motel, mas quero ter a porta do carro aberta por ele.

Na verdade eu quero ter meus direitos equiparados aos dos homens, mas sem perder as regalias do sexo frágil. Afinal de contas, ainda sou mulher.

BelzeBUSH

Estamos vivendo a maior crise de violência no país e o governo, só este mês, gastou uma fortuna com o Fernandinho Beira-Mar e agora com a visita do BelzeBush. Puta palhaçada. Esse país é uma piada mesmo. Os protestos não deveriam ser contra o Bush, mas sim contra o imbecil do Lula. Enquanto tem gente sendo baleada a torto e à direita pelas ruas, ele gasta o tempo batendo pênaltis com o governador do Rio.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Free

Eu adoro essa coisa de não ter horário para trabalhar. Agora, por exemplo, são 01h29 e eu estou trabalhando. Mas, em compensação, amanhã posso sair da cama a hora que eu quiser.
Para uma notívaga que detesta a rotina, isso é massa*.



* gíria genuinamente nordestina que significa legal, ótimo, bacana etecétera.

Família Panda


[Dois pandas em Maracaípe - PE. Ó céus, ó vida...]

terça-feira, 6 de março de 2007

Ainda sobre o carnaval


O carnaval, na minha modesta opinião, é muito mais do que mulheres bonitas e seminuas; é mais do que milhares de pessoas seguindo um trio elétrico ou desfilando numa escola de samba; vai além de mais um feriadão em casa, descansando ou viajando.
O carnaval é uma das manifestações populares mais ricas do planeta - rica no sentido de cultura, e não do dinheiro gasto nas festas.

Na Bahia tem a exaltação da cultura afro; no Rio e em SP têm os sambas-enredo baseados em fatos históricos ou temas atuais; em Recife, o frevo - que nasceu a partir da capoeira e comemora 100 anos; sem mencionar os carnavais dos interiores do Brasil que não são televisionados.

E, apesar de ter origem européia, atualmente o Carnaval faz parte de uma cultura genuinamente brasileira. Em nenhum outro país há uma festa tão grandiosa como essa. O Galo da Madrugada, por exemplo, é o maior bloco de rua do mundo e atrai mais de um milhão e meio de pessoas todos os anos para as ruas do Recife. Salvador também leva milhões de foliões às ruas todos os anos. Cada escola de samba é composta por cerca de 5 mil pessoas.
E todos, à sua maneira, estão exaltando a cultura brasileira.

Há alguns dias conheci um grego na praia de Boa Viagem e perguntei a ele qual é a imagem do Brasil na Grécia. Ele disse que a visão dos gregos é a de que somos um povo feliz; que temos muitos problemas sociais, mas que ainda assim somos alegres e otimistas. Os gregos imaginam que aqui o clima é de festa o ano inteiro.

O ano inteiro não. A gente também trabalha, luta e batalha bastante; somos vítimas da violência e da corrupção; ralamos muito para manter a quarta maior cidade do mundo funcionando; somos explorados, sofremos e ficamos indignados diante de tantas injustiças. Mas, durante o Carnaval, somos exatamente do jeito que eles imaginam. Afinal, diante da guerra que o mundo está vivendo, essa trégua carnavalesca é mais do que merecida.
[na foto, um Boneco de Olinda]

quinta-feira, 1 de março de 2007

Melhor assim

O médico disse que o meu caso não é dengue. Ele, o médico, é meio esquisito. Além disso, sabe como é... a consulta não dura nem 5 minutos (e olha que paguei por ela). Mas, já que eu estou melhor, é melhor acreditar nele.

[esperando o Lê]

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ah, eu já sabia

Por conta do repouso forçado, nesses últimos dias assisti muita televisão aqui em Recife. Fiquei impressionada com as pautas dos jornais locais: homicídios, assaltos e similares.
Aí ontem, por coincidência, divulgaram um estudo feito pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) que, baseado em índices de homicídios, classificou quais são as cidades mais violentas do Brasil. E o resultado divulgado comprova o que eu estava pensando: a violência não é exclusividade de SP e Rio (Pernambuco foi considerado o estado mais violento do Brasil).

Há alguns meses eu tive a oportunidade de acompanhar a edição do Jornal Hoje (Globo) desde a reunião de pauta, teleconferência com todos os estados, seleção de notícias etc. E o que pude perceber - e não é novidade o que vou escrever aqui - é que notícia é aquilo que acontece na parte de baixo do país - leia-se SP, Rio, BH e, de vez em quando, Porto Alegre. O que acontece nos Estados "de cima" não interessa para o jornal.

Para quem vive à margem dessas grandes capitais, o resultado desse estudo não é uma grande novidade. A violência no interior do país, além de outros fatores, também é fruto do descaso. Descaso do governo, descaso dos estados mais desenvolvidos e, claro, descaso da mídia.

Retrocesso

Estou sob suspeita de dengue. PQP! Estamos quase descobrindo a cura da Aids e do câncer e ainda tem gente morrendo de dengue, de fome, de frio, de calor...
Alguns caminham para frente no mesmo ritmo que outros caminham para trás. Ou para baixo. Fruto da mais genuína burrice do ser humano. Apaputaqueopario. Será que dá para tirar a água do pratinho das plantas e cobrir a sua caixa d´agua?

(com 39.8 graus de febre)

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Felicidade que custa pouco

Sabe o que me deixou ultra feliz ontem? Pagar 10 reais para fazer pé e mão.
Em SP já cheguei a gastar 27 reais para fazer o mesmo pezinho e a mesma mãozinha. Enfim... ficou massa.

Ah, depois disso eu arrumei essa bagunça aí em cima.




sábado, 24 de fevereiro de 2007

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Duas?!?!?

Lembra daquele texto escrito por uma americana que ficou famoso no Brasil na voz de Pedro Bial? Pois é. O conselho dela é muito válido: USEM FILTRO SOLAR.
Caraca! Tô com insolação nas canelas. Afinal, quem se lembra de passar filtro solar nas canelas? Quem se lembra que tem canela? Duas canelas!
Vou lembrar a partir de amanhã.


Ui, ui...

JJ 3394

Jornalista que é jornalista está sempre atento e à espera de uma história boa. História boa, para a grande mídia, ou é muuuito triste ou é muuuito feliz. Extremista assim. Mas para mim, uma aprendiz de jornalista, história boa pode ser uma história de gente comum, sem sensacionalismo, sem maiores perdas ou ganhos, nada sobrenatural.

Conheci um homem no vôo que saiu de SP aqui para o Recife, onde estou agora. Um homem comum: cabeleireiro, na faixa dos 35 anos, homossexual, que passou algum tempo trabalhando em SP e agora estava voltando para Recife. Na verdade ele é sergipano, mas vive no Recife.

No embarque - aeroporto de Congonhas (SP) - tivemos que esperar quase 20 minutos no finger (corredor que leva até a aeronave) por causa de problemas operacionais. Nesse tempo, esse homem se aproximou e puxou conversa comigo. Ele estava com medo de andar de avião e queria especular por que o embarque estava demorando.

Veio falar com a pessoa certa: depois de três anos e meio trabalhando no aeroporto eu não tenho medo de avião. Será que deveria ter? Enfim... Descobri que nossas poltronas eram na mesma fileira.

Durante o vôo ele falou sobre o trabalho dele e me contou que a mãe teve 17 filhos. DEZESSETE! Para mim ela é uma guerreira. Parir 17 vezes não é para qualquer uma.
Conhecer alguém que tem - ou teve - 16 irmãos já uma história boa. (ele me contou que alguns morreram no parto)

Só depois de algum tempo de conversa é que ele me contou que é homossexual. Até aí, nada demais. Ele mora com um amigo, que é amigo mesmo e é hetero, e tem um cachorro - que por sinal viajava junto. Aliás, a passagem do cachorro custou 3X mais que a dele. rs
A maneira como ele falava do amigo e do cachorro era tão terna que considero isso outra história boa e rara nos dias de hoje.

Mas o que me fez refletir foi o fato dele esconder a homossexualidade da família e das outras pessoas menos próximas para evitar o julgamento. Isso é foda. Ele é um cara bem resolvido, mas a preocupação com os outros o impedia de ser plenamente feliz. Ele diz que a mãe, no fundo, sabe, mas tem medo de perguntar e ouvir a confirmação.

Já parou para pensar que a gente sofre muito mais por causa da opinião alheia do que por nossa própria opinião? Se nos preocupássemos menos em agradar aos outros e vivessemos de acordo com nossos princípios, seríamos imensamente mais felizes.

Depois de anos na terapia aprendi que não importa qual seja a nossa reação diante de um fato. Podemos agir de qualquer maneira. O que importa é que essa ação - ou reação - não nos deixe mal. Isso significa agir segundo nossa personalidade, princípios e valores.
Se você teve uma atitude que o deixou mal, pense bem. Será que era isso mesmo que você queria fazer/falar/calar?
Sabe aquela história de se preocupar mais com nossa consciência do que com nossa reputação? O caminho do bem-estar é por aí...


ao vivo de Recife e com insolação nas canelas

domingo, 18 de fevereiro de 2007

"A firma"

Amigos da Tam! Puta saudade de vocês!
Obrigada pela tarde de risadas.

Robertinho, seu traste, amocê!
Preciso aprender o caminho para o Graja, né? Sabe, para aqueles dias...
Afinal, a firma não morreu e eu ainda faço parte dela. Ô se faço.










sábado, 17 de fevereiro de 2007

Ontem, na passarela do samba.

Ou melhor, ao lado da passarela do samba.

Sem dúvida o carnaval é a maior festa do planeta. E a melhor! Seja em SP, no Rio, em Salvador ou no Recife. A energia que vem da bateria das escolas de samba ou dos trios elétricos é única. Excepcional.
Já passei por SP, Rio e Salvador. Na volta do Recife conto como foi.



(Bru e eu - camarote no Anhembi)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

E...

há meia hora o universo conspirou...

(suspirando pelos cantos)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Hoje

Cansada, com sono e ainda trabalhando... porém feliz e ansiosa! Ansiosa pela estréia e pela próxima semana. Longe daqui, se o universo assim desejar. Saravá!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Dança do siri

Domingo passado assisti o programa Pânico lá na RedeTV!.
Os caras são realmente engraçados e é nítido o quanto eles se divertem fazendo aquilo. O Ceará rola no chão - literalmente - de rir assistindo as matérias que ele mesmo faz. O Emílio é bem simpático com a platéia nos intervalos.

Mas algumas coisas me chamaram a atenção:

1) apesar do programa ser ao vivo, de vivo mesmo não tem quase nada. Os "merchãs", como diria Clô, são gravados; o "Clô" cantando também é gravado antes do início do programa; as reportagens ocupam quase todo o tempo do programa, ou seja, quase nada é ao vivo mesmo.

2) a Sabrina Sato passa a maior parte do tempo sentada num banquinho com cara de mal humor. Ela também quase não ri de piada nenhuma. Será que ela entende as piadas? Enfim... Bonita ela é mesmo. E eu achava que o estilo "burra" era só um personagem, mas me pareceu bem real.

3) a mulher Samambaia não tem nenhuma celulite. Podem acreditar. Eu estava de óculos.

Sobre a RedeTV! em si, os comentários que rolam lá dentro é de que eles não depositam o FGTS dos funcionários, atrasam os salários... E eu não ouvi ninguém dizendo "puxa, adoro trabalhar aqui!". Pelos switchers só ouvi reclamação.



Pensando bem, editar Superpop, TV Fama, Late Show, Gasparetto etc etc etc, não deve deixar ninguém feliz mesmo. Na minha opinião, a única coisa boa que a RedeTV! produz, além do Pânico, é o Leitura Dinâmica.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Gênio da lâmpada

Cuidado com o que você deseja, pois pode se tornar realidade.

E não conseguir o que se quer, às vezes, é um grande golpe de sorte.

Pense nisso.


Tomando capuccino... e com sono.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Chega de blá blá blá

Eu prefiro o conhecimento empírico ao teórico.
Nada melhor do que botar a mão na massa.

Tem massa que é fofinha; tem massa que é grudenta; tem massa que não ganha "liga"; tem massa que cresce; outras encolhem...

Não importa. Antes de formar sua opinião, bote a mão na massa.

(trabalhando...)

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Incalculável




Ganhei essa nota de presente do Rafinha no meu último aniversário. A nota é de 1 real, mas seu valor é incalculável.

* legenda: "Carolinda, que esse um real sirva para muita coisa, principalmente café. Beijos, Rafa."

Bizarra

Assim foi a madrugada de hoje. Né, Ci?
Como nos velhos tempos...

E lá jaz Carolina Rocha

Eu adoro novidade. Como já postei aqui antes, detesto a rotina, a mesmice, o imutável.

Quando descobri o Orkut, pensei: caramba! Que troço genial!!
E foi genial mesmo por muito tempo. Graças a ele reencontrei pessoas muito especiais. Gente que, provavelmente, eu não cruzaria mais nesta encarnação.

Amigos novos, mesmo, só fiz uns três ou quatro - para alguns a qualidade vale mais que a quantidade - e desfiz algumas ríspidas do passado.

Para mim, essa coisa de conhecer gente sem o tête-à-tête, sem o olho no olho, ainda é complicado. Tenho lá minhas restrições...

Sobrevivi uns dois anos no orkut. Tempo suficiente para ser feliz por lá e para perceber que a exposição é algo complicado.
Tem gente que passa o dia pesquisando a vida alheia. Alguns o fazem por simples curiosidade ou por falta de algo melhor para fazer - dica: vá ler um livro, assistir um bom filme ou, ao invés de deixar um scrap do tipo "passei para deixar um beijo", vá visitar seu amigo.
Outros o fazem com um intuito um pouco menos inocente.

Os amigos de verdade não me esquecerão, independentemente do uso dessa ferramenta facilitadora que é o orkut.

Enfim... cansei. Cansei de, no meio de uma conversa interessante - e ao vivo -, alguém virar e dizer: "Ah! Tenho uma comunidade no meu orkut que fala sobre... blá, blá, blá..."
Putz! Eu broxo na hora. Para mim Orkut nunca foi fonte de informação. Afinal, quem é a fonte que está do outro lado do computador? Sei lá.

Quem nunca teve vontade de dar uma sumidinha? Vire e mexe eu tenho.
Se algum dia te der essa vontade, sair do orkut é um bom começo.


ps: eu adoro os textos da Rosana Hermann. Para quem gostou do post acima, sugiro essa leitura:
http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?editoria=874&idnot=33425

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Dãaaa

Sabe aquele ditado que diz que "de médico e louco, todo mundo tem um pouco"?

Então, assim como existem bons e maus profissionais na medicina, existem os loucos "do bem" e os "do mal". Ui!

Os do bem, geralmente, são engraçados, divertidos, desencanados, não fazem mal a ninguém. Às vezes até aprendemos com eles uma maneira mais leve de levar a vida.

Os do mal... ah... esses incomodam. Pois, normalmente, eles têm a mente perturbada, têm mania de perseguição - ou perseguem ou acham que estão sendo sempre perseguidos -, são raivosos. E se a inveja também faz parte da personalidade desse tipo de louco... aí fudeu.

É preciso um pouco de sensibilidade para perceber esse tipo de gente. Porque os loucos - tanto os "do bem" quanto os "do mal" - são capazes de criar um mundo fantasioso tão perfeito, que quem convive não percebe que é tudo uma farsa. Na verdade, acho que eles acreditam tanto nas mentiras que a mente deles cria, que elas se transformam em (sic!) realidades verdadeiras. Só que a verdade é única e, quando ela vem à tona, dói. Afinal, não conheço ninguém que goste de mentira. Nem os loucos.

Enfim...

De qualquer forma, continuo achando que, de perto, ninguém é normal.

E, no fundo, eu até gostaria de enlouquecer um pouquinho mais...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Hereditário

(Teatro Frei Caneca - 30/01/07)

Ô família bonita...

2 de fevereiro

É dia de Yemanjá, um dos orixás mais cultuados no Candomblé.
Apesar de não gostar dos dogmas de nenhuma religião, tenho lá minhas crenças individuais.

Espero que ela atenda também quem mora longe do mar...

Saravá!

________________________

A Lenda de Yemanjá está disponível no site: www.portalriovermelho.com.br

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

By myself

"As pessoas buscam o amor como solução para todos os seus problemas quando, na verdade, o amor é a recompensa por você ter resolvido seus problemas". *

Ainda adolescente, li essa frase num livro e jamais esqueci. Ela retrata exatamente a ânsia que vivo há tempos. E que, acho, é a mesma de muita gente.

É claro que a vida a dois, quando esses dois se gostam, se respeitam e estão felizes juntos, é mais leve, mais colorida.

Mas enquanto a gente não aprende a relizar-se "by myself", não vai manter uma relação saudável com outro parceiro por muito tempo. Porque, sem querer, acabamos por despejar nossas expectativas em outro ser que nada tem a ver com elas.

Não somos uma metade esperando pela outra metade. Somos inteiros desejando compartilhar - e somar - com outro inteiro as experiências da vida. E dentro disso devemos aprender a perdoar as pessoas por elas não serem como nós gostaríamos que fossem. E aí, aceitá-las ou não já é outra história...


*Trecho do livro "Um dia minha alma se abriu por inteiro", de Iyanla Vanzant.

Tá doendo até agora...

... a barriga. De tanto rir.

Acabei de voltar do teatro. Fui assistir a peça do Marcelo Médici.

CARALEO! Você começa a rir quando ele entra no palco - e você nem percebe que a peça já começou - e só pára nos intervalos quando ele troca de personagem. Mesmo quando a peça acaba você ainda continua rindo por algum tempo. Não existe pausa entre a risada de uma piada e a risada da próxima.

Aliás, essa coisa da peça não ter um começo definido, com o apagar das luzes e a entrada majestosa do ator no palco, é uma sacada ótima.

Aposto que os presidentes das empresas que negaram patrocínio à peça já devem ter ido ao teatro rir - ou chorar de arrependimento - com o Marcelo.

Além disso, ser recebida pelo dono do teatro e assistir a peça sentada ao lado do Juca de Oliveira... Pô! Nem preciso divagar sobre isso. Na verdade é (sic!) indivagável.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

sábado, 27 de janeiro de 2007

Babel

Nossas vidas estão todas interligadas e o que se faz aqui pode afetar alguém do outro lado do planeta. A comunicação entre as pessoas é essencial. C-O-M-U-N-I-C-A-Ç-Ã-O.

Essa é a mensagem de Babel. Puta filme.
As várias histórias interligadas são simples, mas a mensagem que fica é complexa.

Alejandro González Iñárritu já havia mostrado seu talento em "21 gramas". A fórmula de Babel é a mesma - várias histórias aparentemente desconexas e contadas aleatoriamente - com ingredientes diferentes. Alguns acham que é falta de criatividade do diretor. Os críticos detonaram, claro.

Mas as críticas dos críticos devem ser lidas assim: se eles elogiarem, duvide; se eles falarem mal, vá ao cinema.


????????
O que será que eu já causei nestes 20 e poucos - poucos? - anos?

01h18

Me entupindo de bala de goma...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

1, 2, 3... e começa tudo outra vez!

Será que existe algo mais broxante que a rotina?
Putz! Como eu não suporto fazer tudo igual todos os dias. Adoro a imprevisibilidade da vida!

Acordar sempre no mesmo horário e seguir aquele padrão: levantar, tomar banho, escovar os dentes, tomar um leite, chegar no trabalho sempre na mesma hora... que péssimo isso!

Se bem que no trabalho eu nunca chego na hora, né?

Quem inventou as regras devia ser um sujeito bem idiota. Sempre que eu posso, eu ignoro. As regras e os idiotas.


Ahhh... a sensação de não obedecer ninguém é tão boa...


Apocalypto

A sinopse dizia: novo filme de Mel Gibson narra o fim da civilização Maia.
Mais de duas horas de filme e só se vê sangue, cabeças cortadas, corações arrancados e até testículos servidos como alimento.

Não sei nada sobre a civilização Maia e não sei como eles desapareceram. Mas a sinopse deveria ser outra. E Mel Gibson deveria voltar a atuar. Blah! O cara é alucinado em sangue e violência!

Duas qualidades do filme são a fotografia e a caracterização dos personagens. Mas o roteiro é meio sem pé nem cabeça.

Na saída do cinema encontrei Marcelo Rubens Paiva. Fiquei curiosa para saber o que ele achou do filme, mas fui embora sem perguntar. Tonta.

A Casa dos Budas Ditosos


Consegui o último ingresso ontem para assistir "A casa dos Budas Ditosos".
Depois de enfrentar o trânsito "véspera de feriado" e de me perder naquela boca do lixo onde está localizado o teatro, consegui - Ufa! - chegar a tempo.

Resumindo a peça: excelente!
Fernanda Torres no palco por duas horas, sozinha, sentada, sem recorrer a artefato nenhum, me fez rir durante e depois da peça.
O sotaque baiano da personagem faz toda a diferença no humor do texto. Talvez, sem esse esteriótipo a peça não seria tão engraçada.
O difícil é sair do teatro e ir pra casa sozinha, depois de ouvir tanta sacanagem.

Segundo João Ubaldo Ribeiro, "viver é foder".

Mas, pelo que entendi, viver é foder COM os outros, e não foder OS outros, né, João?

Tem gente que ainda não aprendeu isso...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Receita da felicidade

"Ser bela é um fracasso. Ser bela e inteligente, uma maldição". *

Ser inteligente num mundo hipócrita e individualista é difícil.

Cheguei à conclusão de que os burros são mais felizes.





*frase extraída do blog de uma amiga que, por sua vez, ouviu num filme.

(... continua)


Ontem um amigo questionou:
- Carol, você arruma cada um, hein?

Pois é, amigo:
- Não é à toa que estou aqui com você hoje...


Ah... pelo menos você é bonito, vai...
E me faz rir.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Patinho feio


Outro dia me perguntaram qual era o "tipo" de homem que eu gostava. Que perguntinha, né? Mas vamos lá. Não preciso pensar muito para respondê-la.

- Gosto de homem com conteúdo.

Aliás, seja homem, seja mulher, seja para namorar ou para ser amigo, gosto de gente com conteúdo. O resto é bônus.
Gosto de gente coerente, bem humorada, otimista, inteligente (se for culta também, melhor ainda). Gente que olha no olho e diz a verdade; gente que assume erros; que assume suas escolhas.

Voltando aos homens, especificamente, sempre me interessei pelos feios. Talvez por achar que os feios, por serem feios, precisavam se preocupar mais com conteúdo do que os bonitos. Mas como toda regra existe para ser quebrada...

(continua...)

domingo, 14 de janeiro de 2007

Imunidade

Tenho um amigo viciado em youtube - pelo menos era viciado até pouco tempo. Outro dia, durante uma conversa, perguntei se ele estava participando do boicote à Cicarelli. A resposta foi:
- Pô, Carol! Boicotar uma gostosa dessas?

Ufa! Fiquei aliviada. Ainda há vantagens em ser gostosa.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Check-list

Quando o ano começar eu pretendo:

- tomar mais água;
- rir mais;
- dormir menos;
- engordar 2 quilos (não, não é piada);
- estudar mais (ai, ai, ai...);
- trocar o computador por um livro ou um filme;
- trocar os abraços virtuais pelos presenciais;
- deixar o motor do carro esfriar na garagem (não prometo trocar o elevador pela escada porque são 12 andares!);
- levar o inglês a sério;
- aceitar os elogios (e acreditar neles, independentemente de serem verdadeiros ou não);
- ouvir menos, escutar mais;
- me criticar menos e me aceitar mais;
- ser mais cara de pau (opa! não esperei nem o ano começar...);
- começar o ano em Salvador? Atrás do trio?? Hum... quem sabe... Ainda tenho pouco mais de um mês para decidir onde começar o ano.







sábado, 6 de janeiro de 2007

DEFINITIVO

Drummond é sempre magnífico.
Sofremos basicamente pelo que não vivemos, ao invés de nos alegrarmos pelas coisas boas que aconteceram.
É sempre a mesma coisa: só damos valor quando perdemos; só rezamos quando estamos deprimidos; só lembramos da água quando vem a sede etc etc etc.
Vou mudar a padrão. Antes de fazer uma lista com as famosas "promessas de ano novo", vou pontuar tudo de bom que me aconteceu em 2006. E só a partir daí vou priorizar os objetivos para 2007.



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade