quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

By myself

"As pessoas buscam o amor como solução para todos os seus problemas quando, na verdade, o amor é a recompensa por você ter resolvido seus problemas". *

Ainda adolescente, li essa frase num livro e jamais esqueci. Ela retrata exatamente a ânsia que vivo há tempos. E que, acho, é a mesma de muita gente.

É claro que a vida a dois, quando esses dois se gostam, se respeitam e estão felizes juntos, é mais leve, mais colorida.

Mas enquanto a gente não aprende a relizar-se "by myself", não vai manter uma relação saudável com outro parceiro por muito tempo. Porque, sem querer, acabamos por despejar nossas expectativas em outro ser que nada tem a ver com elas.

Não somos uma metade esperando pela outra metade. Somos inteiros desejando compartilhar - e somar - com outro inteiro as experiências da vida. E dentro disso devemos aprender a perdoar as pessoas por elas não serem como nós gostaríamos que fossem. E aí, aceitá-las ou não já é outra história...


*Trecho do livro "Um dia minha alma se abriu por inteiro", de Iyanla Vanzant.

Tá doendo até agora...

... a barriga. De tanto rir.

Acabei de voltar do teatro. Fui assistir a peça do Marcelo Médici.

CARALEO! Você começa a rir quando ele entra no palco - e você nem percebe que a peça já começou - e só pára nos intervalos quando ele troca de personagem. Mesmo quando a peça acaba você ainda continua rindo por algum tempo. Não existe pausa entre a risada de uma piada e a risada da próxima.

Aliás, essa coisa da peça não ter um começo definido, com o apagar das luzes e a entrada majestosa do ator no palco, é uma sacada ótima.

Aposto que os presidentes das empresas que negaram patrocínio à peça já devem ter ido ao teatro rir - ou chorar de arrependimento - com o Marcelo.

Além disso, ser recebida pelo dono do teatro e assistir a peça sentada ao lado do Juca de Oliveira... Pô! Nem preciso divagar sobre isso. Na verdade é (sic!) indivagável.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

sábado, 27 de janeiro de 2007

Babel

Nossas vidas estão todas interligadas e o que se faz aqui pode afetar alguém do outro lado do planeta. A comunicação entre as pessoas é essencial. C-O-M-U-N-I-C-A-Ç-Ã-O.

Essa é a mensagem de Babel. Puta filme.
As várias histórias interligadas são simples, mas a mensagem que fica é complexa.

Alejandro González Iñárritu já havia mostrado seu talento em "21 gramas". A fórmula de Babel é a mesma - várias histórias aparentemente desconexas e contadas aleatoriamente - com ingredientes diferentes. Alguns acham que é falta de criatividade do diretor. Os críticos detonaram, claro.

Mas as críticas dos críticos devem ser lidas assim: se eles elogiarem, duvide; se eles falarem mal, vá ao cinema.


????????
O que será que eu já causei nestes 20 e poucos - poucos? - anos?

01h18

Me entupindo de bala de goma...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

1, 2, 3... e começa tudo outra vez!

Será que existe algo mais broxante que a rotina?
Putz! Como eu não suporto fazer tudo igual todos os dias. Adoro a imprevisibilidade da vida!

Acordar sempre no mesmo horário e seguir aquele padrão: levantar, tomar banho, escovar os dentes, tomar um leite, chegar no trabalho sempre na mesma hora... que péssimo isso!

Se bem que no trabalho eu nunca chego na hora, né?

Quem inventou as regras devia ser um sujeito bem idiota. Sempre que eu posso, eu ignoro. As regras e os idiotas.


Ahhh... a sensação de não obedecer ninguém é tão boa...


Apocalypto

A sinopse dizia: novo filme de Mel Gibson narra o fim da civilização Maia.
Mais de duas horas de filme e só se vê sangue, cabeças cortadas, corações arrancados e até testículos servidos como alimento.

Não sei nada sobre a civilização Maia e não sei como eles desapareceram. Mas a sinopse deveria ser outra. E Mel Gibson deveria voltar a atuar. Blah! O cara é alucinado em sangue e violência!

Duas qualidades do filme são a fotografia e a caracterização dos personagens. Mas o roteiro é meio sem pé nem cabeça.

Na saída do cinema encontrei Marcelo Rubens Paiva. Fiquei curiosa para saber o que ele achou do filme, mas fui embora sem perguntar. Tonta.

A Casa dos Budas Ditosos


Consegui o último ingresso ontem para assistir "A casa dos Budas Ditosos".
Depois de enfrentar o trânsito "véspera de feriado" e de me perder naquela boca do lixo onde está localizado o teatro, consegui - Ufa! - chegar a tempo.

Resumindo a peça: excelente!
Fernanda Torres no palco por duas horas, sozinha, sentada, sem recorrer a artefato nenhum, me fez rir durante e depois da peça.
O sotaque baiano da personagem faz toda a diferença no humor do texto. Talvez, sem esse esteriótipo a peça não seria tão engraçada.
O difícil é sair do teatro e ir pra casa sozinha, depois de ouvir tanta sacanagem.

Segundo João Ubaldo Ribeiro, "viver é foder".

Mas, pelo que entendi, viver é foder COM os outros, e não foder OS outros, né, João?

Tem gente que ainda não aprendeu isso...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Receita da felicidade

"Ser bela é um fracasso. Ser bela e inteligente, uma maldição". *

Ser inteligente num mundo hipócrita e individualista é difícil.

Cheguei à conclusão de que os burros são mais felizes.





*frase extraída do blog de uma amiga que, por sua vez, ouviu num filme.

(... continua)


Ontem um amigo questionou:
- Carol, você arruma cada um, hein?

Pois é, amigo:
- Não é à toa que estou aqui com você hoje...


Ah... pelo menos você é bonito, vai...
E me faz rir.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Patinho feio


Outro dia me perguntaram qual era o "tipo" de homem que eu gostava. Que perguntinha, né? Mas vamos lá. Não preciso pensar muito para respondê-la.

- Gosto de homem com conteúdo.

Aliás, seja homem, seja mulher, seja para namorar ou para ser amigo, gosto de gente com conteúdo. O resto é bônus.
Gosto de gente coerente, bem humorada, otimista, inteligente (se for culta também, melhor ainda). Gente que olha no olho e diz a verdade; gente que assume erros; que assume suas escolhas.

Voltando aos homens, especificamente, sempre me interessei pelos feios. Talvez por achar que os feios, por serem feios, precisavam se preocupar mais com conteúdo do que os bonitos. Mas como toda regra existe para ser quebrada...

(continua...)

domingo, 14 de janeiro de 2007

Imunidade

Tenho um amigo viciado em youtube - pelo menos era viciado até pouco tempo. Outro dia, durante uma conversa, perguntei se ele estava participando do boicote à Cicarelli. A resposta foi:
- Pô, Carol! Boicotar uma gostosa dessas?

Ufa! Fiquei aliviada. Ainda há vantagens em ser gostosa.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Check-list

Quando o ano começar eu pretendo:

- tomar mais água;
- rir mais;
- dormir menos;
- engordar 2 quilos (não, não é piada);
- estudar mais (ai, ai, ai...);
- trocar o computador por um livro ou um filme;
- trocar os abraços virtuais pelos presenciais;
- deixar o motor do carro esfriar na garagem (não prometo trocar o elevador pela escada porque são 12 andares!);
- levar o inglês a sério;
- aceitar os elogios (e acreditar neles, independentemente de serem verdadeiros ou não);
- ouvir menos, escutar mais;
- me criticar menos e me aceitar mais;
- ser mais cara de pau (opa! não esperei nem o ano começar...);
- começar o ano em Salvador? Atrás do trio?? Hum... quem sabe... Ainda tenho pouco mais de um mês para decidir onde começar o ano.







sábado, 6 de janeiro de 2007

DEFINITIVO

Drummond é sempre magnífico.
Sofremos basicamente pelo que não vivemos, ao invés de nos alegrarmos pelas coisas boas que aconteceram.
É sempre a mesma coisa: só damos valor quando perdemos; só rezamos quando estamos deprimidos; só lembramos da água quando vem a sede etc etc etc.
Vou mudar a padrão. Antes de fazer uma lista com as famosas "promessas de ano novo", vou pontuar tudo de bom que me aconteceu em 2006. E só a partir daí vou priorizar os objetivos para 2007.



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade