quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ah, eu já sabia

Por conta do repouso forçado, nesses últimos dias assisti muita televisão aqui em Recife. Fiquei impressionada com as pautas dos jornais locais: homicídios, assaltos e similares.
Aí ontem, por coincidência, divulgaram um estudo feito pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) que, baseado em índices de homicídios, classificou quais são as cidades mais violentas do Brasil. E o resultado divulgado comprova o que eu estava pensando: a violência não é exclusividade de SP e Rio (Pernambuco foi considerado o estado mais violento do Brasil).

Há alguns meses eu tive a oportunidade de acompanhar a edição do Jornal Hoje (Globo) desde a reunião de pauta, teleconferência com todos os estados, seleção de notícias etc. E o que pude perceber - e não é novidade o que vou escrever aqui - é que notícia é aquilo que acontece na parte de baixo do país - leia-se SP, Rio, BH e, de vez em quando, Porto Alegre. O que acontece nos Estados "de cima" não interessa para o jornal.

Para quem vive à margem dessas grandes capitais, o resultado desse estudo não é uma grande novidade. A violência no interior do país, além de outros fatores, também é fruto do descaso. Descaso do governo, descaso dos estados mais desenvolvidos e, claro, descaso da mídia.

Retrocesso

Estou sob suspeita de dengue. PQP! Estamos quase descobrindo a cura da Aids e do câncer e ainda tem gente morrendo de dengue, de fome, de frio, de calor...
Alguns caminham para frente no mesmo ritmo que outros caminham para trás. Ou para baixo. Fruto da mais genuína burrice do ser humano. Apaputaqueopario. Será que dá para tirar a água do pratinho das plantas e cobrir a sua caixa d´agua?

(com 39.8 graus de febre)

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Felicidade que custa pouco

Sabe o que me deixou ultra feliz ontem? Pagar 10 reais para fazer pé e mão.
Em SP já cheguei a gastar 27 reais para fazer o mesmo pezinho e a mesma mãozinha. Enfim... ficou massa.

Ah, depois disso eu arrumei essa bagunça aí em cima.




sábado, 24 de fevereiro de 2007

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Duas?!?!?

Lembra daquele texto escrito por uma americana que ficou famoso no Brasil na voz de Pedro Bial? Pois é. O conselho dela é muito válido: USEM FILTRO SOLAR.
Caraca! Tô com insolação nas canelas. Afinal, quem se lembra de passar filtro solar nas canelas? Quem se lembra que tem canela? Duas canelas!
Vou lembrar a partir de amanhã.


Ui, ui...

JJ 3394

Jornalista que é jornalista está sempre atento e à espera de uma história boa. História boa, para a grande mídia, ou é muuuito triste ou é muuuito feliz. Extremista assim. Mas para mim, uma aprendiz de jornalista, história boa pode ser uma história de gente comum, sem sensacionalismo, sem maiores perdas ou ganhos, nada sobrenatural.

Conheci um homem no vôo que saiu de SP aqui para o Recife, onde estou agora. Um homem comum: cabeleireiro, na faixa dos 35 anos, homossexual, que passou algum tempo trabalhando em SP e agora estava voltando para Recife. Na verdade ele é sergipano, mas vive no Recife.

No embarque - aeroporto de Congonhas (SP) - tivemos que esperar quase 20 minutos no finger (corredor que leva até a aeronave) por causa de problemas operacionais. Nesse tempo, esse homem se aproximou e puxou conversa comigo. Ele estava com medo de andar de avião e queria especular por que o embarque estava demorando.

Veio falar com a pessoa certa: depois de três anos e meio trabalhando no aeroporto eu não tenho medo de avião. Será que deveria ter? Enfim... Descobri que nossas poltronas eram na mesma fileira.

Durante o vôo ele falou sobre o trabalho dele e me contou que a mãe teve 17 filhos. DEZESSETE! Para mim ela é uma guerreira. Parir 17 vezes não é para qualquer uma.
Conhecer alguém que tem - ou teve - 16 irmãos já uma história boa. (ele me contou que alguns morreram no parto)

Só depois de algum tempo de conversa é que ele me contou que é homossexual. Até aí, nada demais. Ele mora com um amigo, que é amigo mesmo e é hetero, e tem um cachorro - que por sinal viajava junto. Aliás, a passagem do cachorro custou 3X mais que a dele. rs
A maneira como ele falava do amigo e do cachorro era tão terna que considero isso outra história boa e rara nos dias de hoje.

Mas o que me fez refletir foi o fato dele esconder a homossexualidade da família e das outras pessoas menos próximas para evitar o julgamento. Isso é foda. Ele é um cara bem resolvido, mas a preocupação com os outros o impedia de ser plenamente feliz. Ele diz que a mãe, no fundo, sabe, mas tem medo de perguntar e ouvir a confirmação.

Já parou para pensar que a gente sofre muito mais por causa da opinião alheia do que por nossa própria opinião? Se nos preocupássemos menos em agradar aos outros e vivessemos de acordo com nossos princípios, seríamos imensamente mais felizes.

Depois de anos na terapia aprendi que não importa qual seja a nossa reação diante de um fato. Podemos agir de qualquer maneira. O que importa é que essa ação - ou reação - não nos deixe mal. Isso significa agir segundo nossa personalidade, princípios e valores.
Se você teve uma atitude que o deixou mal, pense bem. Será que era isso mesmo que você queria fazer/falar/calar?
Sabe aquela história de se preocupar mais com nossa consciência do que com nossa reputação? O caminho do bem-estar é por aí...


ao vivo de Recife e com insolação nas canelas

domingo, 18 de fevereiro de 2007

"A firma"

Amigos da Tam! Puta saudade de vocês!
Obrigada pela tarde de risadas.

Robertinho, seu traste, amocê!
Preciso aprender o caminho para o Graja, né? Sabe, para aqueles dias...
Afinal, a firma não morreu e eu ainda faço parte dela. Ô se faço.










sábado, 17 de fevereiro de 2007

Ontem, na passarela do samba.

Ou melhor, ao lado da passarela do samba.

Sem dúvida o carnaval é a maior festa do planeta. E a melhor! Seja em SP, no Rio, em Salvador ou no Recife. A energia que vem da bateria das escolas de samba ou dos trios elétricos é única. Excepcional.
Já passei por SP, Rio e Salvador. Na volta do Recife conto como foi.



(Bru e eu - camarote no Anhembi)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

E...

há meia hora o universo conspirou...

(suspirando pelos cantos)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Hoje

Cansada, com sono e ainda trabalhando... porém feliz e ansiosa! Ansiosa pela estréia e pela próxima semana. Longe daqui, se o universo assim desejar. Saravá!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Dança do siri

Domingo passado assisti o programa Pânico lá na RedeTV!.
Os caras são realmente engraçados e é nítido o quanto eles se divertem fazendo aquilo. O Ceará rola no chão - literalmente - de rir assistindo as matérias que ele mesmo faz. O Emílio é bem simpático com a platéia nos intervalos.

Mas algumas coisas me chamaram a atenção:

1) apesar do programa ser ao vivo, de vivo mesmo não tem quase nada. Os "merchãs", como diria Clô, são gravados; o "Clô" cantando também é gravado antes do início do programa; as reportagens ocupam quase todo o tempo do programa, ou seja, quase nada é ao vivo mesmo.

2) a Sabrina Sato passa a maior parte do tempo sentada num banquinho com cara de mal humor. Ela também quase não ri de piada nenhuma. Será que ela entende as piadas? Enfim... Bonita ela é mesmo. E eu achava que o estilo "burra" era só um personagem, mas me pareceu bem real.

3) a mulher Samambaia não tem nenhuma celulite. Podem acreditar. Eu estava de óculos.

Sobre a RedeTV! em si, os comentários que rolam lá dentro é de que eles não depositam o FGTS dos funcionários, atrasam os salários... E eu não ouvi ninguém dizendo "puxa, adoro trabalhar aqui!". Pelos switchers só ouvi reclamação.



Pensando bem, editar Superpop, TV Fama, Late Show, Gasparetto etc etc etc, não deve deixar ninguém feliz mesmo. Na minha opinião, a única coisa boa que a RedeTV! produz, além do Pânico, é o Leitura Dinâmica.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Gênio da lâmpada

Cuidado com o que você deseja, pois pode se tornar realidade.

E não conseguir o que se quer, às vezes, é um grande golpe de sorte.

Pense nisso.


Tomando capuccino... e com sono.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Chega de blá blá blá

Eu prefiro o conhecimento empírico ao teórico.
Nada melhor do que botar a mão na massa.

Tem massa que é fofinha; tem massa que é grudenta; tem massa que não ganha "liga"; tem massa que cresce; outras encolhem...

Não importa. Antes de formar sua opinião, bote a mão na massa.

(trabalhando...)

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Incalculável




Ganhei essa nota de presente do Rafinha no meu último aniversário. A nota é de 1 real, mas seu valor é incalculável.

* legenda: "Carolinda, que esse um real sirva para muita coisa, principalmente café. Beijos, Rafa."

Bizarra

Assim foi a madrugada de hoje. Né, Ci?
Como nos velhos tempos...

E lá jaz Carolina Rocha

Eu adoro novidade. Como já postei aqui antes, detesto a rotina, a mesmice, o imutável.

Quando descobri o Orkut, pensei: caramba! Que troço genial!!
E foi genial mesmo por muito tempo. Graças a ele reencontrei pessoas muito especiais. Gente que, provavelmente, eu não cruzaria mais nesta encarnação.

Amigos novos, mesmo, só fiz uns três ou quatro - para alguns a qualidade vale mais que a quantidade - e desfiz algumas ríspidas do passado.

Para mim, essa coisa de conhecer gente sem o tête-à-tête, sem o olho no olho, ainda é complicado. Tenho lá minhas restrições...

Sobrevivi uns dois anos no orkut. Tempo suficiente para ser feliz por lá e para perceber que a exposição é algo complicado.
Tem gente que passa o dia pesquisando a vida alheia. Alguns o fazem por simples curiosidade ou por falta de algo melhor para fazer - dica: vá ler um livro, assistir um bom filme ou, ao invés de deixar um scrap do tipo "passei para deixar um beijo", vá visitar seu amigo.
Outros o fazem com um intuito um pouco menos inocente.

Os amigos de verdade não me esquecerão, independentemente do uso dessa ferramenta facilitadora que é o orkut.

Enfim... cansei. Cansei de, no meio de uma conversa interessante - e ao vivo -, alguém virar e dizer: "Ah! Tenho uma comunidade no meu orkut que fala sobre... blá, blá, blá..."
Putz! Eu broxo na hora. Para mim Orkut nunca foi fonte de informação. Afinal, quem é a fonte que está do outro lado do computador? Sei lá.

Quem nunca teve vontade de dar uma sumidinha? Vire e mexe eu tenho.
Se algum dia te der essa vontade, sair do orkut é um bom começo.


ps: eu adoro os textos da Rosana Hermann. Para quem gostou do post acima, sugiro essa leitura:
http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?editoria=874&idnot=33425

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Dãaaa

Sabe aquele ditado que diz que "de médico e louco, todo mundo tem um pouco"?

Então, assim como existem bons e maus profissionais na medicina, existem os loucos "do bem" e os "do mal". Ui!

Os do bem, geralmente, são engraçados, divertidos, desencanados, não fazem mal a ninguém. Às vezes até aprendemos com eles uma maneira mais leve de levar a vida.

Os do mal... ah... esses incomodam. Pois, normalmente, eles têm a mente perturbada, têm mania de perseguição - ou perseguem ou acham que estão sendo sempre perseguidos -, são raivosos. E se a inveja também faz parte da personalidade desse tipo de louco... aí fudeu.

É preciso um pouco de sensibilidade para perceber esse tipo de gente. Porque os loucos - tanto os "do bem" quanto os "do mal" - são capazes de criar um mundo fantasioso tão perfeito, que quem convive não percebe que é tudo uma farsa. Na verdade, acho que eles acreditam tanto nas mentiras que a mente deles cria, que elas se transformam em (sic!) realidades verdadeiras. Só que a verdade é única e, quando ela vem à tona, dói. Afinal, não conheço ninguém que goste de mentira. Nem os loucos.

Enfim...

De qualquer forma, continuo achando que, de perto, ninguém é normal.

E, no fundo, eu até gostaria de enlouquecer um pouquinho mais...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Hereditário

(Teatro Frei Caneca - 30/01/07)

Ô família bonita...

2 de fevereiro

É dia de Yemanjá, um dos orixás mais cultuados no Candomblé.
Apesar de não gostar dos dogmas de nenhuma religião, tenho lá minhas crenças individuais.

Espero que ela atenda também quem mora longe do mar...

Saravá!

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A Lenda de Yemanjá está disponível no site: www.portalriovermelho.com.br