domingo, 4 de fevereiro de 2007

E lá jaz Carolina Rocha

Eu adoro novidade. Como já postei aqui antes, detesto a rotina, a mesmice, o imutável.

Quando descobri o Orkut, pensei: caramba! Que troço genial!!
E foi genial mesmo por muito tempo. Graças a ele reencontrei pessoas muito especiais. Gente que, provavelmente, eu não cruzaria mais nesta encarnação.

Amigos novos, mesmo, só fiz uns três ou quatro - para alguns a qualidade vale mais que a quantidade - e desfiz algumas ríspidas do passado.

Para mim, essa coisa de conhecer gente sem o tête-à-tête, sem o olho no olho, ainda é complicado. Tenho lá minhas restrições...

Sobrevivi uns dois anos no orkut. Tempo suficiente para ser feliz por lá e para perceber que a exposição é algo complicado.
Tem gente que passa o dia pesquisando a vida alheia. Alguns o fazem por simples curiosidade ou por falta de algo melhor para fazer - dica: vá ler um livro, assistir um bom filme ou, ao invés de deixar um scrap do tipo "passei para deixar um beijo", vá visitar seu amigo.
Outros o fazem com um intuito um pouco menos inocente.

Os amigos de verdade não me esquecerão, independentemente do uso dessa ferramenta facilitadora que é o orkut.

Enfim... cansei. Cansei de, no meio de uma conversa interessante - e ao vivo -, alguém virar e dizer: "Ah! Tenho uma comunidade no meu orkut que fala sobre... blá, blá, blá..."
Putz! Eu broxo na hora. Para mim Orkut nunca foi fonte de informação. Afinal, quem é a fonte que está do outro lado do computador? Sei lá.

Quem nunca teve vontade de dar uma sumidinha? Vire e mexe eu tenho.
Se algum dia te der essa vontade, sair do orkut é um bom começo.


ps: eu adoro os textos da Rosana Hermann. Para quem gostou do post acima, sugiro essa leitura:
http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?editoria=874&idnot=33425

Um comentário:

Igor Cruz - SUBUrbano e fudido. disse...

Pôxa, não deu tempo de te adicionar... rs - mas olha só, não que eu esteja defendo o orkut, mas, cinéfilo do jeito que eu sou, fanático por música como sou, o orkut já me ajudou muito, a encontrar amigos, músicas raras em mp3, indicação de filmes e alguns outros conhecimentos fúteis ou não. Praticamente não acesso mais, sem micro em casa fica difícil(nossa, falei muito...). Nós, como profissionais da comunicação devemos entender a internet como o meio de comunicação mais democrático que existe, por isso, saibamos distinguir o joio do trigo. Há comunidades boas, bem como sites bons e também há o grande lixo tóxico mental, este que, com apenas um clique, você está livre e nem precisa esperar o lixeiro passar pra recolher.