quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008 - parte 1

Duas lições importantes que aprendi em 2008:

1) Não julgue as pessoas por você. Não interprete os outros a partir do seu ponto de vista, único e exclusivo; não tire conclusões baseado apenas nos seus conceitos. Se for para julgar, tente ser o mais abrangente possível.

2) Toda história tem, no mínimo, três lados: o meu, o seu e o verdadeiro.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Todo fim é também um recomeço

Mais um ano que se foi, e mais um ano que vem...
Se você não conseguiu realizar tudo o que pretendia, surgem mais 365 dias!!
Se vc conquistou tudo em 2008, terá que pensar em novos objetivos para 2009.
A regra é não parar de sonhar - e de aprender - nunca.

Desejo a vocês muita saúde, paz e sucesso!

video

[Se o Papai Noel não passar na sua casa, o vídeo explica o motivo da ausência...]

sábado, 13 de dezembro de 2008

Eu, segundo os astros

Já havia comentado que ganharia um mapa astral de presente. Pois bem. Segundo os astros:

estou "destinada a trabalhar com um propósito ou objetivo e a empregar minha energia e ambição de modo construtivo, para o bem da comunidade". Juro que já pensei em ser voluntária em algum país africano. Quem sabe um dia.

Tenho "dificuldade para negar as coisas para mim: o que poderá parecer luxo para as outras pessoas, para mim é pura necessidade". Isso é verdade. Sempre trabalhei muito; nos últimos anos, passei a maioria dos finais de semana e feriados trabalhando e sempre que posso satisfaço as minhas "necessidades".

Eu "me mostro exageradamente defensiva quando sou criticada". Outra verdade. Não sei lidar com críticas. E nem com elogios. Mas jamais passei despercebida.

Tenho "fases de pessimismo e retraimento nas quais me deixo levar facilmente pelas emoções". Uma vez ouvi que meus altos são muito altos, e meus baixos são bem fundos. É por aí.

"Não gosto de horários rígidos e não posso suportar muita disciplina ou muita crítica". A rotina me deprime.

Sigo as "as regras sociais e me preocupo com o julgamento que os outros fazem a meu respeito". Verdade. Pos isso procuro ser simpática e solícita com as pessoas.

"Busco acontecimentos exteriores que permitem desenvolver meu lado prático e minha iniciativa. Para mim, as coisas devem ser o que aparentam". Sou movida a novidades e as coisas devem, sim, ser o que aparentam; as pessoas devem agir de acordo com o discurso que adotam.

"Prosperidade e progresso econômico são palavras-chave no caminho do meu destino". Ufa. Espero que eu os encontre antes do vencimento do meu cartão de crédito.


A luva coube direitinho na minha mão. Pode mandar a meia.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dever cumprido

Três obrigações na praia:

1) Dar um mergulho, para lavar a alma;
2) Respirar fundo, para limpar os pulmões;
3) Praticar o ócio, para a saúde da mente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mergulhos

Eu estou sempre me afogando em alguma coisa. Às vezes me afogo no sono, noutras me afogo no trabalho, ou então em algum livro. Raramente me afoguei nos estudos, mas também já aconteceu. Ah! Também já me afoguei na bebida, claro.
Por uns anos, me afoguei no cigarro. Credo. Larguei. Noutras drogas, nunca. A não ser aquelas vendidas nas farmácias. Nessas eu também já me afoguei. Aliás, me afogo ainda.

Sei que não estou me afogando nos melhores mares. E que o afogamento é, na verdade, um "afugamento" (sic).

Mas mesmo assim, quando eu acho que estou perdendo o fôlego, percebo que é só respirar mais fundo que o pulmão aguenta. E se fortalece.

E de mergulho em mergulho, estou aprendendo a nadar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Presente

Vou ganhar um mapa astral de presente de aniversário!! Êba!
Mas antes de começar a fazê-lo, só observando os dados que mandei, a pessoa que o fará já me adiantou: "vc é muito agressiva com os parceiros sexuais (tadinhos...)".

Poxa, eu nunca bati em ninguém. Só nos que pediram.

sábado, 22 de novembro de 2008

Pausa

Aqui não há espelhos. As portas não têm trancas. As janelas só abrem até a metade. Todos os talheres e copos são descartáveis. É proibido permanecer com celular e computador. Neste momento, estou no banheiro do meu quarto, com meu laptop, conectada graças à tecnologia 3G.
Lá fora, na sala, tem várias pessoas conversando, assistindo televisão. Uma suicida, um dependente de drogas, alguns com transtorno bipolar, um esquizofrênico, outros simplesmente depressivos.

Eu me sinto perdida. Às vezes me confundo se estou aqui desde ontem, ou desde antes de ontem ou se sempre estive. Na verdade não importa. Foram dias meio perdidos; dias que na minha memória se apagaram, se perderam.

Não sei se fez sol, se fez frio, se choveu. Neste momento percebo que chove. Mas nas horas anteriores não faço a menor idéia do que acontecia lá fora.

Se essa passagem por aqui vai fazer diferença eu não sei. É como se eu tivesse apertado o botão de pausa. Não faço idéia da próxima cena. E isso me dá medo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Fingi ser gari por oito anos e vivi como um ser invisível"

Recebi este texto por email. A reportagem foi publicada no jornal Diário de S. Paulo.


Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome". Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

"Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência", explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão", diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

D - Com que objetivo?
FBC - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?

D - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
FBC - Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.
Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.

D - Dê um exemplo.
FBC - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.

O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: "É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não".
Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. "Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão".

D - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
FBC - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.

D - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
FBC - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

D - Eles testaram você?
FBC - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

D - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
FBC - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

D - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
FBC - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

D - E quando você volta para casa, para seu mundo real?
FBC - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma "COISA".

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Curiosidade

Há tempos não olhava o relatório de quem visita este blog. E hoje, ao fazê-lo, achei algo, digamos, curioso.
Uma pessoa chegou aqui pesquisando "carolina rocha em ensaio para revista ele ela junho 2007" no google. E gastou bastante tempo "me lendo". Só para esclarecer: não lembro de ter feito esse frila, viu?

Como toda boa jornalista (leia-se curiosa), fui pesquisar para ver onde dava. E não é que a minha página é a primeira da lista de resultados?!?

Espero que essa outra Carolina Rocha tenha tido um bom cachê. Bom, fã ela já tem um.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

30 dias para 29

Agora há pouco lembrei que hoje, segundo a astrologia, começa meu inferno astral. Na verdade, nem sei se acredito nisso. Acho que não acredito não. Até porque tudo tem ido bem... inclusive as mudanças.
Andando pela rua atrás de um café hoje à tarde, observando as pessoas, os carros, a vida seguindo, uns pensamentos abstratos surgiram assim, do nada.
Fiquei pensando por que a gente sofre tanto se nada nesta vida é imutável, permanente? Bastam dois segundos e tudo pode mudar. Tudo. De leve ou bruscamente.
E se as mudanças serão boas ou ruins depende muito mais do ponto de vista do que da situação em si.
E como diria Obama: yes, we cant.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

MEME do Paulo

O Paulo me intimou a responder o seguinte MEME:

8 sonhos que a gente tem que realizar antes do grande encontro com Deus.

*Só vou pular a parte de intimar 8 pessoas, tá, Paulo?

So, lets´s go:

1) Formar uma família;
2) Escrever um - ou vários - livros;
3) Viajar muito;
4) Aprender a tocar um instrumento;
5) Aprender outros idiomas;
6) Dormir menos e viver mais;
7) Fazer a diferença no planeta e ser útil às pessoas;
8) Vencer a depressão.

Bom, se alguém quiser participar da brincadeira, tá convidado.

Beijo Paulo!!!
Vou torcer pelo seu MEME e vc torce pelo meu, combinado?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A hímen-sidão da hipocrisia

Para quem não sabe, a sobrinha da Gretchen lançou um filme pornô intitulado: Fiz pornô e continuo virgem.

Ok. Como estratégia de marketing o apelo é sensacional. Mas daí a garota acreditar nisso, na vida real, já é demais. Segundo a imprensa, a produtora exigiu que a 'atriz' realizasse testes que comprovassem a sua virgindade e ela só fez cenas de sexo anal.

Encarar a virgindade como o não rompimento do hímen, a esta altura do mundo, é ir contra toda e qualquer idéia de evolução intelectual e psicológica.

D´us!! Só falta ela afirmar que é tímida.

domingo, 28 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

Honestamente, saí do cinema com a sensação de não ter assimilado a mensagem do filme. Se é que a intenção do diretor era mesmo passar alguma mensagem...
Talvez seja melhor ler o livro mesmo. Um dia...

sábado, 20 de setembro de 2008

Reapaixonar

É preciso se apaixonar todos os dias, nem que seja pelas mesmas coisas...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Furto

Eu quero meus finais de semana de volta. Quero poder ir ao cinema. Quero encher a cara e dormir até a dor de cabeça passar...
Quero emendar feriado e ir para a praia, mesmo que seja para tomar chuva.
Quero folgar no sétimo dia, assim como Deus...

domingo, 24 de agosto de 2008

Hiprocrisia dourada

O teatro chinês será desmontado. Agora, só daqui a quatro anos. Ficamos em 23º lugar. Para um País que não investe no esporte, acho um puta resultado. E foi a Olimpíada das mulheres: Maurren Maggi, depois de ser suspensa por doping e ter a carreira ameaçada, deu a volta por cima e provou que quando há paixão e determinação, tudo é possível. Meninas do vôlei, do taekwondo, do judô...

Os bronzes e as pratas conquistadas pelos atletas brasileiros, valem ouro.

Copio aqui o comentário que deixei no blog de um amigo e que me fez refletir sobre a hipocrisia que reina em todos os setores desta nação.

O País não investe nada no esporte e, em época de grandes competições mundiais, o presidente + ministro do esporte + assessores e puxa-sacos, aparecem elogiando os atletas e o povão, por sua vez, aparece para cobrar medalhas. Ah, fala sério! Um atleta brasileiro, que treina no Brasil, e que consegue bronze numa Olimpíada, é mártir. Certa estava a ginasta Jade quando disse que um 7º lugar, para ela, estava ótimo. Sétima melhor ginasta do mundo, sem incentivo, só por paixão ao esporte mesmo.

E reproduzo, ipsis literis, um trecho de um post do Bob Fernandes (editor do Terra Magazine) em seu blog. A minha resposta à pergunta feita por ele é NÃO.

Na memória os gigantescos e os pequenos feitos, os acertos, as históricas voltas por cima e os erros dos brasileiros. Quinze medalhas, 3 de ouro, 4 de prata, 8 de bronze. Ganharam pouco e perderam muito, mas jogaram o jogo, com a força, o talento e as condições que têm.
Ótimo que a fieira de grandes derrotas imponha o debate, aberto, sem conclusões precipitadas: o Brasil precisa mesmo perseguir o objetivo de se tornar potência olímpica, precisa mesmo de uma olimpíada regada a dezenas de bilhões de dólares de dinheiro público, ou precisa que todos possam ter a chance de acesso a escolas dignas do nome e à prática massiva de esportes?

domingo, 10 de agosto de 2008

Mãe, feliz dia dos pais!

Ela segura a onda aqui de casa bem melhor que muito macho por aí...

Xô, chinês

A Olimpíada mal começou e eu não agüento mais ouvir falar dela. Aliás, acho que esses Jogos deveriam ser boicotados. E por um motivo simples: não dá para aceitar que um país onde mais de 26 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza invista US$ 42 bi para realizar esse evento. É a Olimpíada mais cara da história!
E não são apenas os investimentos que me chocam. O governo chinês despejou grande parte da população para acomodar pessoas de classes mais elevadas, atletas, turistas e também para poder realizar as construções necessárias aos Jogos. Chegaram ao cúmulo de pedir aos aposentados que não saíssem de casa no período da Olimpíada para não ocupar espaço nas ruas. Pasmem!
Segundo a agência de notícias Ansa, "este processo de substituição, definido 'gentrification' não é uma novidade. Casos similares foram registrados em Seul em 1988, onde 750 mil coreanos tiveram de deixar suas próprias casas e, de maneira menor, em Barcelona 1992 e Atlanta 1996. O que muda são as proporções. Em Pequim os números são muito mais elevados: cerca de um milhão e meio de pessoas tiveram de abandonar suas casas para a construção das novas obras olímpicas de Pequim. Mesmo porque, na China é ausente uma opinião pública capaz de se opor de modo eficaz a este tipo de intervenção", afirmou Alfredo Mela, professor de sociologia urbana do Politécnico de Turim à agência.

Eu também sou contra a realização de Olimpíada ou Copa do Mundo no Brasil. E pelos mesmos motivos: dinheiro. Se o país não tem verba para aplicar na saúde, na educação, na segurança pública etc, não pode ter verba para sediar eventos de tamanho porte. Não dá para conceber a construção de estádios quando faltam hospitais e escolas. E sem essa de que esses eventos trazem dinheiro e investimento estrangeiros ao país, porque os únicos beneficiários são o governo e os patrocinadores.

sábado, 2 de agosto de 2008

Tréplica

O melhor do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, realizado na Band na última quinta-feira, foi o buffet. O cafezinho no final estava meio morno, mas os petit fours estavam ótimos. Também fiquei feliz em reencontrar alguns coleguinhas. O clima dessas coberturas são bem bacanas. Dá pra colocar o papo em dia e saber das fofocas dos bastidores. Ah! Marta Suplicy prendendo o salto do sapato em um buraco, na frente do repórter do CQC, também foi uma cena impagável.

Brincadeiras à parte, selecionei o que achei mais interessante no discurso dos candidatos.
Alckmin dizendo que leva uma vida franciscana; Maluf dizendo que foi o melhor prefeito de São Paulo; Marta afirmando que a ponte estaiada (leia-se cenário do SPTV) foi uma obra útil; e Ciro Moura afirmando que, se for eleito, as creches abrirão às 3h para atender às mães que pegam cedo no batente.

Ora, ora, ora...

Eu queria uma vida franciscana como a do Alckmin. Queria que a justiça, finalmente, achasse alguma irregularidade na vida financeira do Maluf (não é possível que ele roube tão bem). Queria que a ponte estaiada atravessasse para o Morumbi (aí sim, talvez, teria alguma utilidade) ou que o dinheiro investido na obra tivesse sido aplicado em algo mais útil. E sobre as creches do Moura, sugiro que as crianças morem lá de uma vez. Afinal, nenhuma criança merece acordar às 3h.

Para mim, esses debates não valem nada. Todo mundo sabe que os discursos são utópicos. Não há realismo em nenhuma promessa.
Eu votaria num candidato que assumisse que a verba é pouca e os problemas são muitos. Se alguém tivesse coragem de assumir, em cadeia nacional, que não vai conseguir resolver muita coisa em quatro anos, teria meu voto. Só pela sinceridade.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Holerith

O Silvio Santos anunciou que pretende diminuir o salário da Hebe - ela ganha R$ 1 milhão de salário mais R$ 500 mil em merchã.
Hebe retrucou: "diminuir o salário é falta de respeito!"
Bom, concordo com a Hebe. Ganhar menos de R$ 1,5 milhão para trabalhar uma vez por semana é sacanagem mesmo.

domingo, 27 de julho de 2008

O furo furado

A matéria que Veja traz essa semana sobre a Operação Satiagraha tem um parágrafo que me chamou a atenção - e que não tem muito a ver com a operação em si, mas com a postura da imprensa.

No final do último parágrafo, lê-se: "No texto do delegado não constam mais as acusações feitas a jornalistas. A exceção fica por conta da repórter Andréa Michael, do jornal Folha de S.Paulo. Protógenes mantém contra a ela a acusação de, ao publicar uma reportagem em abril dando detalhes da Operação Satiagraha, ter alertado Dantas e seus comparsas, dando-lhes a chance de fugir ou destruir provas. O delegado continua sem entender que a função dos jornalistas é justamente apurar e publicar notícias, mesmo aquelas protegidas por sigilo oficial. A dele é a de investigar e fazer relatórios consistentes."

Eu sempre tive uma opinião muito crítica com relação aos "furos" da imprensa. Concordo que nossa obrigação é investigar o Poder Público e informar à população o que anda acontecendo nos bastidores da política. Mas discordo que o jornalista deva atrapalhar uma investigação séria em nome do furo, da notícia exclusiva.

Acho que a imprensa deve ter mais critério ao lidar com informações confidenciais. Será que tudo deve ser noticiado imediatamente? Ou será melhor esperar o desfecho de determinada situação para, aí sim, contar o fato?

No caso específico dessa operação, não havia motivo para soltar a reportagem antes das conclusões da Polícia Federal. O que a população ganhou com a informação antecipada? Nada. E os investigados, o que eles ganharam? Ainda não se sabe... A repórter, provavelmente, vai ganhar um processo. E, acho, à toa e sem mérito.

A informação é algo precioso. Vale muito. E vale para o bem e para o mal. Cabe a nós, jornalistas, discernir sobre a forma e o momento certos de publicar.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Microblog

Estou aderindo ao Twitter, um microblog divertido e interessante. Conte o que você está fazendo agora em apenas 140 toques.

www.twitter.com/carolinarocha

Conta lá.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Contra as algemas

O Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, soltou o Dantas e os coleguinhas dele. Depois, soltou os suspeitos de fazer parte de uma quadrilha que falsificava carteira de habilitação.
Hoje, ele pediu informações sobre o casal Nardoni. Se depois de passar por ele o habeas corpus para o casal não for deferido...

sábado, 5 de julho de 2008

Código de barras

Vivemos em uma época onde tudo é fabricado em série:
os carros;
os eletrônicos e eletrodomésticos;
as roupas;
as notícias;
algumas pessoas...

Tudo segue uma seqüência, nem sempre lógica. E tudo vira mercadoria; produto; algo consumível.

E assim, pasteurizamos a vida. Que triste.

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Um psicanalista inglês alerta que a "geração facebook" (ou geração Orkut, no Brasil) corre o risco de perder a identidade. "É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos", disse Himanshu Tyagi.

O psicanalista acha que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas realizadas no mundo virtual poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.

"A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar", afirma Tyagi.

Outros especialistas discordam e dizem que Tyagi exagerou no raciocínio.

Honestamente, eu só posso dizer que o mundo virtual ainda me assusta.


[a íntegra da matéria pode ser lida na BBC ou em qualquer site que repercuta as notícias da tv britânica]



domingo, 15 de junho de 2008

Síndrome de Frankenstein

Na semana que passou tivemos dois péssimos exemplos dos pseudo-revolucionários que as universidades estão formando.

Na quarta-feira à noite, cinco alunos da Faculdade Belas Artes, em São Paulo, foram detidos pichando o prédio da instituição. Segundo o aluno que organizou o vandalismo, ele queria protestar contra as condições e as deficiências da educação no Brasil. O detalhe é que esse mesmo aluno era bolsista da faculdade, que é muito bem conceituada, e havia se formado no dia anterior.

O cara consegue bolsa em uma das melhores faculdades da cidade, espera terminar o curso, claro, para depois ir destruir as instalações. Burro ele não é. Primeiro ele desfrutou do benefício, depois foi "protestar".

No sábado, 48 estudantes encapuzados invadiram o prédio administrativo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e destruíram tudo o que encontraram pela frent e agrediram funcionários. Tudo isso para protestar contra o Reitor da universidade, que é acusado de cometer irregularidades na gestão da universidade.

E eu pergunto: o que os móveis e os funcionários têm a ver com isso? Se o protesto é contra o Reitor, por que bater nos funcionários?

Sou a favor de manifestações coerentes e embasadas em argumentos sólidos. Acho mesmo que temos que protestar contra aquilo que discordamos. Mas sou contra vandalismos em qualquer situação. Nada justifica atos de tamanha violência. No caso da Belas Artes, funcionários também foram agredidos quando tentavam impedir o ato de vandalismo.

O que será que estamos aprendendo na faculdade? Desenvolver o senso crítico racional ou despertar o lado animal do ser humano? As universidades estão formando médicos ou monstros?


Li uma frase no blog de um amigo que sintetiza todo esse pensamento:
"Se todo desenvolvimento é transformação, nem toda transformação é desenvolvimento." (Paulo Freire)

domingo, 25 de maio de 2008

Desinformação

Num dos dias desse feriado prolongado, parei numa loja de conveniência para tomar um café. A atendente, muito simpática, puxou papo e perguntou se eu estava de folga do trabalho. Eu respondi que não, que na minha profissão as folgas são raras.
Ela perguntou o que eu fazia, e eu disse: "Sou jornalista."
A réplica dela veio imediatamente: "Hum, que chique!"

Mal sabe ela que essa profissão, de chique não tem nada. A gente rala, faça chuva ou faça sol. A notícia não espera - e o chefe muito menos. Às vezes passamos o dia na rua, sem ter onde fazer xixi.

As pessoas vêem as apresentadoras de telejornal e acham que vida de jornalista é a Fátima Bernardes e o William Bonner com os trigêmeos na Ilha de Caras.

Não, gente, não é nada disso. Repórter de televisão sofre um pouco mais, já que, apesar de tudo, ainda tem que aparecer linda, loira e com a chapinha perfeita na televisão.

Aliás, se as pessoas soubessem como as notícias diárias são "produzidas", não leriam/assistiriam mais jornal algum.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Os fatos e as versões

Outro dia ouvi uma frase de um jornalista e, a princípio, estranhei. Não assimilei na hora, mas hoje concordo plenamente:

"Sou jornalista, mas não gosto de notícia. Gosto de contar história."

Contar história é fazer reportagem; é pesquisar; é ouvir o personagem, e não apenas escutar.

Notícia é isso que a gente vê na internet todos os dias. É dizer o que aconteceu e ponto. Só isso.

Marcha da Maconha

Hoje tive de ir ao Ibirapuera cobrir a tal Marcha da Maconha. Até aí, tudo bem. Mas quando cheguei lá, me deparei com uma centena de adolescentes gritando maconha e argumentando, entre outras coisas, que a liberalização garantiria aos usuários a boa procedência do produto.

Eu sou super a favor da discussão sobre a legalização ou sobre a descriminalização da droga - apesar de ser assumidamente careta. Mas acho que esse debate tem de ser feito por pessoas maduras e com argumentos válidos. Os adolescentes que encontrei hoje não têm a mínima idéia do que seja isso. Estavam lá para bagunçar e atrapalhar uma discussão que é séria e que envolve muito mais do que um simples baseado.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

18 milhões de desconhecidos

Como já postei aqui, tenho um amigo que mora na ilha de Skiathos, Grécia. Toda vez que conversamos, ele me questiona sobre como é possível ficar sozinha numa cidade com 18 milhões de habitantes.
Skiathos tem apenas 5 mil habitantes - provavelmente o condomínio onde eu moro tem mais gente, e eu mal conheço meu vizinho.

Pois é Thomas, acho que uma ilha com poucos habitantes aproxima muito mais as pessoas do que grandes centros urbanos. Tenho quase certeza de que se eu morasse aí, não estaria - ou não me sentiria - tão sozinha como aqui.

Marteladas noturnas

Quando achamos que a cobertura do caso Isabella está chegando ao fim, surgem novidades. A mais recente é que o casal pode ser processado por ter impedido uma visita do Conselho Tutelar (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2862527-EI5030,00.html).

Enfim, acho que o assunto Isabella ainda vai render muitas horas/centímetros de cobertura.

Abaixo seguem algumas fotos da montagem dos "camarotes" que foram usados no dia da simulação do assassinato da Isabella, no Residencial London. É por isso que eu reafirmo a minha opinião: acho que os moradores vizinhos mereceram lucrar com o espetáculo. Ninguém merece uma "obra" dessas embaixo da janela às 23h30 de uma sexta-feira.



[edifício em frente ao London]


[à esquerda, prédio em frente ao London. À direita, escola infantil que alugou o espaço à imprensa]

[imagem da escola após a montagem do "camarote" da TV Record - que foi a emissora que mais alugou espaços alternativos neste dia]

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Camarote

Como todos devem saber, no próximo domingo haverá a reconstituição do assassinato da Isabella Nardoni. A rua onde fica o edifício será interditada e somente os moradores do local e a imprensa terão acesso.
Em busca da imagem perfeita e exclusiva, emissoras de TV e jornais de São Paulo estão tentando a todo custo alugar as janelas do prédio em frente ao Residencial London. Um desses jornais estava oferecendo R$ 5 mil por uma janela.
Mas dizem que o condomínio distribuiu uma circular proibindo os moradores de alugar seus apartamentos à imprensa. Agora eu pergunto: qual a base legal dessa proibição? Já que os moradores terão um transtorno enorme no domingo, por que não tirar proveito da situação?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Coletividade

Pena que não tenho esses vídeos para postar aqui, mas as cenas dos repórteres correndo atrás dos advogados de defesa do casal Nardoni são patéticas.
É câmera batendo na cabeça dos jornalistas, tripés caindo, cinegrafistas tropeçando... e quase nenhuma declaração deles.

Mas pior é quando eles resolvem falar com a gente. Ninguém se respeita. É pergunta em cima de pergunta e ninguém entende nada. Sem mencionar os mil microfones quase dentro da boca dos entrevistados.

Se nós, repórteres, nos organizássemos, se fossemos mais educados, talvez conseguiríamos mais atenção dos advogados. Acho que essa nossa ânsia causa medo neles. As entrevistas, às vezes, parecem briga de rua.

domingo, 20 de abril de 2008

Imprensa X curiosos

Este cartaz foi colado hoje no portão da garagem da família Jatobá, em Guarulhos, na grande SP. Gostei da manifestação e isso me fez repensar sobre a cobertura da imprensa no caso Isabella.
Lembram da propaganda da Tostines que perguntava: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Tenho a mesma dúvida hoje: foi a imprensa que hiperdimensionou, por vontade própria, a cobertura deste caso ou foi o público que cobrou isso - cobertura incessante - de nós?



Sobre o circo montado na sexta-feira para o interrogatório do casal Nardoni, hoje vejo que foi necessário. Cerca de 200 pessoas se reuniram na porta da delegacia para esperar Alexandre e Anna Carolina, e boa parte permaneceu por lá até a saída deles, por volta de 4h40. A estratégia de acomodar a imprensa e separar o público dos jornalistas foi fundamental para o nosso trabalho. Confesso que por diversas vezes senti medo de que houvesse reações mais exacerbadas por parte dos curiosos. As cadeiras, água e banheiros colocados no local também foram essenciais. Eu, por exemplo, cheguei no 9º DP às 15h00 e só fui embora 5h15. Sem essa estrutura montada pela Secretaria de Segurança Pública de SP teria sido bem mais difícil aguentar.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O circo foi montado

A principal notícia de hoje lá no 9º DP não foi o depoimento da mãe de Alexandre Nardoni, mas sim a estrutura que foi montada no final da tarde para os interrogatórios de amanhã, quando são esperados o pai e a madrasta de Isabella.

A previsão é que cada interrogatório dure cerca de seis horas, ou seja, serão no mínimo 12 horas de espera para a imprensa.

Por conta disso, a Secretaria de Segurança Pública de SP decidiu alugar cadeiras, tendas e até banheiros químicos para o "conforto" dos jornalistas que, há três semanas, fazem plantão da porta da delegacia. Juro que estou extasiada com tudo isso. A impressão que tenho é que haverá um show amanhã na Rua dos Camarés.

Vinte policiais militares, 11 policiais civis e outros tantos agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) farão a segurança do local. A rua foi interditada, causando muito transtorno aos moradores, e as ocorrências do 9º DP serão transferidas para o 19º DP, na Vila Maria.

[cercas e cavaletes que serão usados para isolar a delegacia]

Em frente à delegacia funciona um salão de cabeleireiro. A varanda do imóvel foi alugada para a Rede Globo, TV Bandeirantes, TV Gazeta e Rede Record. Por um valor não divulgado, os cinegrafistas destas emissoras terão vista privilegiada. Especula-se que os fotógrafos da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo ocuparão a laje do salão.



[imprensa, cercas e a tenda montada para abrigar os jornalistas durante o depoimento do pai e da madrasta de Isabella. Atrás da tenda está a varanda que foi alugada à imprensa]

Depois eu conto como foi o encerramento do espetáculo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Quando tudo isso acabar...

eu prometo que volto com um post sobre os bastidores da cobertura do "caso Isabella".

Sei que o assunto já rendeu pauta nos blogs que visito. Por isso, no final, vou registrar aqui as minhas impressões e opiniões sobre isso tudo.

Antes, preciso descansar. Tô exausta de tanto correr atrás do casal, dos pais do casal, dos advogados do casal, do promotor, dos delegados etc, etc, etc.

Então, se quiserem saber por onde corro, acessem www.terra.com.br




[edifício London]

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Edifício London

Hoje me mandaram para a rua do prédio onde houve o acidente com Isabella. Quando desci do táxi, a primeira sensação foi de arrepio. É impressionante como a energia daquele lugar está carregada; cada pessoa que passa por ali deixa um rastro de raiva e tristeza.
Não consegui conter meu choro. Não dá para aceitar que alguém, seja lá quem for, tenha feito isso com uma criança. Não dá.

Caso Isabella

Desde segunda-feira, estou cobrindo o caso Isabella para o Terra (www.terra.com.br). É a primeira vez que trabalho com hard news e já pego uma história como essa. Não é fácil, mas tenho aprendido bastante.
Acontecimentos como esse só corroboram a minha tese de que a imprensa ainda não aprendeu a cobrir casos de grande repercussão. Não dá para exigir respostas imediatas de uma investigação complexa e que envolve a vida - e o futuro - de várias pessoas.
Houve um crime bárbaro, é fato. Mas se não há confissão ou flagrante, não dá para antecipar o desfecho da investigação.
A palavra de ordem, agora, deveria ser sensatez.

sábado, 29 de março de 2008

Faxina

Não guardo mais agendas antigas, nem mensagens, nem e-mails. Tenho doado as roupas e os sapatos que não uso. Só não consigo me desfazer de fotos; momentos que foram eternizados pela imagem.
Mas agora me preocupo com o que será, e não mais com que o foi, e não perco meu tempo buscando respostas sobre por que foi. Afinal, já foi.
Às vezes eu prefiro zerar e começar de novo (sic) do que tentar remendar o que já não deu certo.
[como vocês já sabem, este é o Léo, representante máximo do futuro - do meu futuro]

quinta-feira, 20 de março de 2008

Concurso CNN de Jornalismo



Esta é Ralitsa Vassileva (esq), âncora da CNN. Ela esteve no Brasil para lançar o 4º Concurso Universitário de Jornalismo CNN. O tema deste ano é "A socialização por meio da arte". Qualquer estudante de jornalismo, regularmente matriculado, pode participar.
Informações no site: www.concursocnn.com.br

[a foto ficou ruim porque foi tirada com uma câmera PD]

domingo, 16 de março de 2008

70 anos da BBC Brasil

Para comemorar seus 70 anos, a BBC Brasil realizou uma série de debates na sede da emissora, em SP. Abaixo, seguem duas matérias que fiz - resultado dos debates - e que foram publicadas na BR Press (http://www.brpress.net/) e no Yahoo! notícias.


Quinta 13/3/2008 14:24:00
MÍDIA - Jornalismo em pauta
Carol Rocha/Especial para BR Press
(BR Press) - “O serviço brasileiro da BBC começa com a transmissão, via rádio, da invasão de Hitler à Áustria”, lembra Nikki Clarke, diretora para as Américas e Europa do Serviço Mundial da BBC. “Nos últimos 70 anos, o jornalismo mudou muito, mas os valores da BBC continuam os mesmos. Com a internet, a notícia vem do local onde acontece. Nosso desafio hoje é a convergência”, afirma Nikki.
Para comemorar os 70 anos do serviço brasileiro da BBC, profissionais da imprensa nacional e estrangeira foram convidados para debater questões atuais e relevantes ao jornalismo. Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times, Carlos Pagni, colunista do La Nación, Ricardo Seitenfus, especialista em Relações Internacionais e Carlos Chirinos, correspondente da BBC Mundo em Caracas, abriram a mesa, sob o tema O Gigante Vizinho: o Brasil na América do Sul, no primeiro de uma série de encontros, na última quarta (12/03), na sede da BBC Brasil em São Paulo, no Centro Brasileiro Britânico.

Gigante desconhecido e na moda

Apesar de ser o maior país da América Latina e a quarta economia que mais cresce atualmente, o Brasil ainda é um gigante desconhecido. Segundo Carlos Pagni, isso se deve, em primeiro lugar, ao idioma – é o único país do continente que fala português. A monarquia que reinou no Brasil no século XIX junto com o regime de escravidão também causava medo nos países vizinhos – e isso reflete até hoje.
Carlos Chirinos afirma que Lula se tornou uma figura importante que tem conseguido aproximar os países da América Latina através de uma retórica integracionista. Para o jornalista, a postura do presidente brasileiro durante a crise vivida pela Colômbia, Venezuela e Equador, na última semana, também serviu para fortalecer sua imagem e, consequentemente, a do país. Com isso, é provável que o mundo conheça um Brasil que vai além do samba e carnaval.
Vivendo há 15 anos no Brasil, Jonathan Wheatley diz que o brasileiro é um povo à procura de identidade. Na opinião do correspondente do Financial Times, o Mercosul está parado e, dificilmente, é um acordo que dará certo. “O mercado comum é muito difícil”, afirma. Para Ricardo Seitenfus o Brasil “está na moda” e é preciso aproveitar esse momento não só para estreitar as relações internacionais, mas também para tentar resolver as questões internas que afligem o país.

Objetividade X Subjetividade

No segundo debate do dia, a discussão girou em torno do Jornalismo no século XXI: Objetividade X Subjetividade. Bob Fernandes, editor do Terra Magazine, Caio Túlio Costa, diretor do iG, Garry Duffy, correspondente da BBC no Brasil, Mariza Tavarez Figueira, diretora-executiva da rede CBN, e a ombudsman do UOL, Tereza Rangel debateram sobre o tema.
“Jornalismo pressupõe método, seleção e critérios que não são objetivos”, afirmou Caio Túlio. “Precisamos entender melhor a subjetividade”, diz. Tereza Rangel concorda: “Não é possível ser objetivo, já que o jornalismo noticia apenas uma parte do todo". Segundo ela, a interação do público acaba com o monopólio da informação e faz crescer o recorte da realidade.
Para Mariza Tavarez Figueira, o importante é não perder o olhar de estrangeiro. "Se tivermos um olhar de quem está cansado, a gente deixa de perceber e de se indignar." Com espaço limitado para objetividade no jornalismo, Bob Fernandes diz que o caminho é tentar atingir a pluralidade, abrindo espaço para que todos os lados consigam se manifestar.

Imediatismo

Caio Túlio Costa e Tereza Rangel protagonizaram a discussão mais polêmica da tarde. Questionado sobre o imediatismo da internet que, muitas vezes, prioriza a rapidez à verificação correta dos fatos, o diretor do iG foi categórico: “Eu sou a favor de dar o furo, mesmo que tenha que corrigir a informação depois”. Já a ombudsman do UOL discordou: “Eu prefiro esperar um pouco mais até confirmar a informação para, só depois, publicá-la”.

Série especial

A BBC Brasil lançou nesta semana uma série de reportagens sob o tema do primeiro debate: O Gigante Vizinho: O Brasil e a América do Sul. Repórteres da BBC visitaram os 11 países da América Latina e entrevistaram economistas, autoridades e pessoas comuns para descobrir como os vizinhos vêem a participação do Brasil na região. As matérias estão disponíveis em vídeo, áudio e texto através do serviço da BBC Brasil, em www.bbc.co.uk/portuguese .


Sexta 14/3/2008 15:11:15
MÍDIA – Jornalismo: desafios da convergência
Carol Rocha/Especial para BR Press
(São Paulo, BR Press) - Rogério Simões, diretor da BBC Brasil, parceira da BR Press, abriu a primeira mesa do segundo e último dia de debates em comemoração aos 70 setenta anos de existência do serviço brasileiro da estatal britânica, com dados de uma pesquisa realizada em 14 países (inclusive o Brasil), com o objetivo de descobrir como a população enxerga a mídia em suas regiões. Era novembro de 2007, ocasião em que o serviço mundial da BBC, completava 75 anos.
Foram ouvidas 11.344 pessoas. Para 56% dos entrevistados, a liberdade de imprensa é muito importante, mas 40% acreditam que a harmonia social e a paz justificam o que é publicado, ou seja, o que é censurado. 80% dos brasileiros ouvidos na pesquisa demonstraram preocupação com a concentração da mídia nas mãos de poucos.
Laurindo Leal Filho, sociólogo, jornalista e professor da Universidade de São Paulo, Mário Magalhães, ombudsman da Folha de S.Paulo, e Ricardo Boechat, editor-chefe do Jornal da Band, foram convidados a discutir o tema Liberdade de Expressão: Limites do Jornalismo no Século XXI.

Interatividade substitui repressão

“Notícia não é um bem da imprensa, mas da sociedade”, afirmou Boechat. Para ele, a participação do público na produção de notícias – o chamado jornalismo colaborativo ou “cidadão”– é positiva. “Isso é uma garantia de pluralidade e de combate ao cerceamento da informação, porque não se pode cercear a humanidade inteira”, disse.
Mário Magalhães lembrou da época em que as redações eram “empasteladas” – fechadas por ação policial –, gíria e ação que não existem mais atualmente. O ombudsman da Folha de S.Paulo acredita que hoje não há espaço para “Jasons Blair” no jornalismo – alusão ao ex-repórter do jornal The New York Times que inventava notícias.
“O jornalismo atualmente está em permanente fiscalização”, acredita Mário. Em 1991, a Folha de S.Paulo tinha uma tiragem de 388 mil exemplares e houve 3.700 mensagens enviadas ao ombudsman. Em 2007, a tiragem do jornal caiu para 303 mil, mas a ouvidoria registrou 13.400 comentários – dados que podem comprovar a afirmação do jornalista.

Cidadão-repórter

No último debate da série, Andréa Fornes, produtora-executiva do MSN Brasil, Antonio Prada, diretor de conteúdo do Terra América Latina, Márcia Menezes, diretora de jornalismo do G1, e Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive, foram convidados para falar sobre O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade.
A questão central do debate girou em torno do desafio de como agregar informação sem perder a qualidade e controle do conteúdo. A crescente participação da população no envio de notícias é vista com bons olhos pelos jornalistas, mas todos concordaram que é preciso ter cuidado ao publicar essas informações.

Multiuso

Pete Clifton diz que as redações a partir de agora buscam jornalistas multimídias. A BBC tem investido na convergência das redações, ou seja, as equipes do rádio, da TV e da internet agora trabalham juntas, na mesma sala, e isso otimiza o conteúdo e o trabalho dos profissionais. “Nunca houve melhor época para ingressar no jornalismo”, afirma.
Já Márcia Menezes se diz preocupada em achar o formato ideal para o jornalismo online. “O que as pessoas procuram? Qual é o tipo de texto para internet?”, questiona. “Por enquanto, só insisto com os jornalistas do G1 para que eles não percam o foco”.
Questionado sobre o chamado “novo jornalismo”, Antonio Prada é categórico: “O jornalismo é velho, o que muda é apenas o modo de atuar”.

Livro

O último dia de debates na sede da BBC Brasil reuniu cerca de 100 participantes. No final do dia foram sorteados alguns brindes, entre eles o livro Vozes de Londres, escrito por Laurindo Leal Filho e que deve ser lançado em breve. Nele o professor resgata toda a história da BBC Brasil.




[adoro o trabalho do Boechat. Minha testa está igual a dele, não?]

quinta-feira, 13 de março de 2008

Da bancada para os palcos

Confesso que fui ao show só para ver a estréia do meu amigo Celso Cardoso* nos palcos. Ele foi convidado para abrir o show da Vanessa Barum no teatro do Crowne Plaza. Eu não conhecia o trabalho dela, mas adorei! Ela tem uma voz linda, um repertório muito bacana, é muito simpática e sabe fazer piada na hora certa. Muito bom mesmo. E o Celso... bem, o Celso mandou muuuuito bem. Excelente professor e ótimo aluno.

Abaixo, segue uma canja do Celso. A pseudo-jornalista aqui esqueceu de comprar pilhas novas e não deu para gravar tudo.

video

* Celso Cardoso é jornalista, apresentador da Gazeta Esportiva e editor de esportes do Jornal da Gazeta. Além de ter inúmeras outras atividades...

http://www.celsocardoso.com.br/

http://www.celsocardoso.zip.net/

quinta-feira, 6 de março de 2008

Campanha - Dia Internacional da Mulher

De vez em quando eu colaboro com a agência de notícias BR Press (www.brpress.net)
A agência está fazendo uma campanha no Dia Internacional da Mulher. Quem quiser colaborar, é só espalhar a mensagem abaixo.


GENTE - Quem é esta garota?

(BR Press*) – É a campanha que a BR Press lança neste Dia Internacional da Mulher, à procura da menina que negou a mão ao general Figueiredo, numa foto que simboliza início da abertura política no Brasil.

Juliana Resende/BR Press*

(BR Press*) – Algumas imagens “falam” por si sós. É o caso desta foto de Guinaldo Nicolaievsky, que desafiou a ditadura militar com uma birra de criança – uma menina de muita personalidade, que se negou a apertar a mão do então presidente, general João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918-1999), mesmo sob insistência dos fotógrafos. Neste Dia Internacional da Mulher, a BR Press lança a campanha Quem É Esta Garota? e procura a menina da foto – que, quase 30 anos após o início do governo Figueiredo, em 1979, também simboliza o início da abertura política no Brasil.
Esta menina – hoje mulher – deve ter boas recordações de sua rebeldia. Ela não parecia convencida de que Figueiredo daria continuidade ao projeto de abertura com a Lei de Anistia, aprovada em agosto de 1979, que, apesar das restrições e de ter anistiado torturadores e assassinos a serviço da Segurança Nacional, permitiu aos exilados, presos políticos e parlamentares cassados desde 1964, a saída da clandestinidade.
E foi a presença de espírito deste repórter fotográfico veterano e admirado que é Guinaldo Nicolaievsky, então à serviço de O Globo, em Belo Horizonte, a força motriz deste registro solene do poder feminino imposto mesmo aos, digamos, 5 anos de idade. Quanta atitude! Quanta dignidade! Quanta bossa e quanta graça!
Com a palavra, o autor da sensacional imagem, em descrição ao blog Picturapixel:

“Lançamento do carro à álcool em BH. A imprensa mineira e a nacional estavam presentes e um grupo de crianças foi levado ao Palácio da Liberdade para cumprimentar o presidente Figueiredo. Deu zebra: a primeira da fila negou o aperto de mão ao Presidente da República, apesar dos pedidos dos fotógrafos. Percebi que não aconteceria o aperto e fotografei.”
Guinaldo Nicolaievsky continua e aqui vem a melhor parte da história: “Corri para a redação para revelar e transmitir a foto para o Rio. Para minha surpresa eles não publicaram a foto! Desconfiaram! Queriam o “cumprimento”. Fui ameaçado de dispensa caso não entregasse o fotograma. Foi exigido que mandasse o filme sem cortá-lo no primeiro vôo para o Rio. O que foi feito. Não publicaram nada… resolvi por minha conta, mandar para outros veículos, que publicaram com destaque até no exterior.”
Quem souber do paradeiro da “menina” que negou a mão ao general ou caso ela mesma se depare com esta reportagem, favor entrar em contato com pauta@brpress.net .




(*) Texto e foto livres para reprodução em quaisquer meios impressos e eletrônicos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Eu (ainda) não estou à venda

Não me perguntem por que escolhi o Jornalismo como profissão. Juro que não sei a resposta exata, mas posso filosofar.

Terminei o ensino médio em 1997. Até a 5º série, estudei em escola particular. Daí em diante, ensino público. Peguei, inclusive, a implantação da famosa progressão continuada. Nunca fui de estudar, mas nunca reprovei. A primeira vez que fiquei de "recuperação" (nem sei se esse termo ainda é usado), foi no colegial, na disciplina de Física. Compreensível, né?

Quando concluí o ensino médio, eu já trabalhava. Aí veio a dúvida: pagar uma faculdade ou financiar um carro? Bom, nem preciso dizer que fiquei com a segunda opção. Resumindo: só consegui começar o curso em 2005, aos 25 anos - vou me formar com quase 29, um tanto "velha" para o mercado. E talvez esse seja um dos motivos da minha intolerância com a banalização do ensino. Se vc entra na faculdade com 18 anos, provavelmente não vai estar muito preocupado com essas questões teóricas da vida. Enfim...

Não me lembro ao certo, mas desde a época do ginásio eu já pensava em ser Jornalista. Sempre gostei de escrever, de ler e de "discutir". Lembro que uma vez, na 6º série, usei o termo "terceiro mundo" numa redação e a professora veio me perguntar onde eu tinha aprendido aquilo. Ué, lendo, ora bolas.
Quando pesquisei a grade curricular dos cursos, aí sim não tive dúvida: quero ser Jornalista.
O que mais me fascina nisso tudo, é que Jornalista precisa saber de tudo um pouco. É um poço de sabedoria com um dedo de profundidade. Ou, como diz Rosana Hermann, somos "especialistas em generalidades."

Apesar de não assimilar 5% de toda avalanche de informação que recebo diariamente, gosto desse "caos" de notícia. Gosto mais ainda de discussões acaloradas sobre as teorias do jornalismo.
No primeiro ano da faculdade vc aprende que a primeira obrigação do Jornalista é com a verdade e que o nosso "cliente" é o leitor. Quando chega no último ano, isso tudo já foi por água abaixo. E aí vc aprende que assessor de imprensa ganha mais, trabalha menos e tem um mercado muito mais promissor. Sinceramente? Eu não conheço ninguém que tenha começado um curso de Jornalismo pensando em ser assessor de imprensa. E aí vem uma das minhas maiores desilusões com o curso. Nenhum professor vai me convencer que assessor de imprensa é Jornalista. Ele pode ser formado em Jornalismo mas, como assessor, não exerce essa função.
Na prática, o assessor esconde exatamente a notícia que o Jornalista deseja.

No meio dessa discussão, ouço de uma professora: "Assessor de imprensa é 'vendido' para o cliente; jornalista é 'vendido' para o veículo em que trabalha. Vendido por vendido, fico com a primeira opção, que paga melhor."

Ainda na linha da discussão, o coordenador do curso decidiu que somente os alunos que tiveram notas boas em disciplinas "dissertativas" podem optar pelo livro-reportagem ou pela monografia como trabalho de conclusão de curso, o famoso TCC. Aí eu pergunto: como a faculdade vai formar um Jornalista que não domina a ferramenta básica de trabalho: a língua. Peloamordedeus!

Apesar desses pesares, pretendo terminar a faculdade sem perder minha ideologia, meus sonhos e meus questionamentos que tanto me alimentam. Não vou deixar que me matem antes de eu nascer.

[talvez o texto esteja meio confuso, mas volto nesse tema em breve, aprofundando um pouco mais]

Dois chuchus


[Eu olho pra ele e lembro do "picolé de chuchu". Mas ele é simpático. E engraçado. Nós o entrevistamos como médico, e não como ex-governador ou futuro candidato a alguma coisa. Foi bem bacana.]

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Leonardo

A espera acabou!!! O Leo chegou ontem, 15/2, às 21h46, com 2.8kg.


"Leo, seja bem-vindo em nossas vidas. Definitivamente!"
Titia Carol

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cinema

Para ser sincera, eu não gosto de críticos de cinema. Acho a maioria muito chatos. Parecem um banco de cineastas frustados que acham defeito em tudo que se produz.
Não vou dar uma de crítica aqui - nem tenho competência para isso. Vou apenas expor a minha singela opinião sobre os três últimos filmes que assisti.

MEU NOME NÃO É JOHNNY
Gostei do filme porque, apesar de abordar um tema polêmico, é divertido. Soube retratar com bom-humor a questão do vício e do tráfico. Sem contar que o Selton Mello melhora qualquer filme. A cena em que ele tenta explicar que a loira é um travesti, "amigo da sétima série C" é muito boa. E a tradução para os presidiários na cadeia é sensacional.

DESEJO E REPARAÇÃO
Filme chato e tedioso. Mas o final compensa. Depois de passar mais da metade do filme pensando em ir embora do cinema, me surpreendi com o desfecho. Só por isso vale a pena.

SWEENEY TODD - O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET
Quando o filme começou, pensei: "Putz! Musical! Acho que não vou gostar." Mas é interessante. Filme trash, ou seja, terrorzinho engraçado. O final é previsível, mas Johnny Depp está para os filmes hollywoodianos como Selton Mello está para o cinema brasileiro. E a maquiagem e a cenografia do filme também fazem a diferença.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

No país do carnaval...

Eu adoro o carnaval. Dos feriados brasileiros, acho que é a festa mais animada, ao lado do réveillon. Parodiando o samba, "quem não gosta de carnaval é ruim da cabeça ou doente do pé."
Já participei da festa em São Paulo, no Rio, já pipoquei em Salvador e ano passado aproveitei os últimos dias do carnaval em Recife - mais precisamente no Recife antigo. Não consegui chegar a tempo de sair no Galo da Madrugada.
Este ano andei meio desanimada e nem assisti aos desfiles do Rio e de SP. Vi que a Vai-Vai ganhou - escola para a qual eu torço em SP -, e agora estou acompanhando a apuração do Rio. Por lá, torço para a Viradouro.
Não é de hoje que acho que rola a maior maracutaia na disputa carioca. Podem reparar que são sempre as mesmas escolas que ocupam as primeiras posições. Três ou quatro escolas dividem, todos os anos, as primeiras colocações. Eu, sinceramente, não acredito que a disputa é honesta. Se tem participação de traficante nos desfiles da Mangueira, acredito que entre os jurados também há algum complô.
Brasil: país do samba, carnaval e futebol. Dá para confiar? Nem nisso.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A tampa da panela

Eu ando me sentindo um peixe fora d´água. Há tempos eu tenho a sensação de que estou no lugar errado fazendo a coisa errada, mas nunca compreendi direito o porquê desse sentimento. Acho que hoje caiu a ficha.

Aqui em casa somos eu, minha mãe e minha irmã - que engravidou e foi embora há pouco tempo, mas que, na verdade, continua fazendo parte da casa.
Eu sou muito diferente delas. Enxergo o mundo de outra forma; reajo aos problemas de outras maneiras; mais discordo do que concordo com elas.

Na faculdade - estou no último ano de Jornalismo -, há 30 alunos na minha classe. Alguns analfabetos funcionais; alguns que não sabem quando usar "s" ou "ç"; alguns que são desinteressados mesmo; e uma meia dúzia que vai ter sucesso na carreira. Independentemente disso, TODOS vão se formar e receber diploma de Jornalista. Isso realmente me desmotiva muito. Espero, de verdade, poder cursar uma pós-graduação que me exija mais; quero ter o "prazer" de passar os finais de semana estudando - algo que nunca precisei fazer pela faculdade atual.

Minhas amigas são as melhores que eu poderia ter. Algumas amizades já duram mais de 15 anos! Meus amigos também são ótimos e me animam sempre que eu tô meio down. Mas ambos têm outros objetivos na vida. Nenhum deles gosta de ir ao cinema. Nenhum deles gosta de me acompanhar em passeios pelas livrarias - que eu adoro. Nenhum deles gosta de discutir política ou economia - assuntos que eu não domino, mas pelos quais me interesso. Alguns gostam de correr no parque, mas aí quem anda meio sem pique sou eu.

Bom, acho que achei a causa da sensação de peixe fora d´água. Mas por enquanto não há possibilidade de sair de casa. Ainda faltam alguns meses para terminar a faculdade, e os amigos... não vou abandoná-los nunca. Mesmo que eu tenha que continuar indo ao cinema sozinha.

E a solução? Bem... talvez o problema mesmo seja o título do post. Ou melhor, a falta dele.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Não é discurso de miss

"Você é responsável por aquele que cativa."

Sim, sei disso. O Pequeno Príncipe é mais sábio que grandes Reis.

Bom dia, chefe!

Tô precisando de férias das férias. O ócio é bom e saudável; dar uma paradinha de vez em quando é fundamental. Mas passar muito tempo sem produzir, sem exercitar a mente, sem se sentir útil, me pira.

A rotina é um saco. Mas a rotina vazia é pior ainda. Podem acreditar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Uni duni tê

"A vida é feita de escolhas. Quando não escolhemos, vivemos à revelia."

Quando as situações se repetem ao longo da vida, deve ser porque escolhemos errado, né? Talvez seja hora de encarar o medo e mudar a direção. Ou então é porque estamos vivendo à revelia. Mas de quem? Ou do quê?

Síndrome de Pink & Cérebro

Amigos blogueiros,
segundo reportagem do Jornal Hoje de hoje, já somamos mais de 70 milhões de 'companheiros' no planeta. É isso aí. Vamos dominar o mundo!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Aniversário da Dani (2008)


É por isso que eu AMOOO as minhas amigas. A vida sem elas não teria a menor graça. Literalmente.



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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Posologia

Quantas vezes a gente desejou que houvesse pílulas para resolver os problemas da vida? Pois é. Parece que hoje elas existem. E são obtidas em qualquer consulta médica.
Vá ao psiquiatra e diga que está triste. Pronto. Sai de lá com uma receitinha para a felicidade que pode ser adquirida em qualquer farmácia.
Vá ao endocrinologista e diga que se sente gorda e quer perder 3 quilos. Fácil: outra indicação de comprimidos que substituem as caminhadas.

Sou completamente a favor da medicina. Acho incríveis os avanços alcançados nessa área. Mas não dá para substituir o verbo viver pelo verbo ingerir. A vida não está em pílulas.

Aos médicos, sugiro que usem mais o ouvido do que a caneta.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

No débito ou no crédito?

É interessante a sensação boa que temos ao comprar quando o gasto não é obrigatório. E não é coisa de mulher deprimida que usa o shopping como terapia. É do ser humano mesmo. Comprar é prazeroso. Tudo bem que é uma condição momentânea, dura apenas o tempo do objeto ficar "velho" - o que hoje em dia é quase instantâneo. Mas a compra, em si, nos distrai e nos deixa felizes, mesmo que só até atravessar a esquina da loja. É como uma droga: tem efeito temporário. E viciante.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Atalho mais longo

A princípio pode parecer mais fácil mentir do que encarar a verdade. Mas pensa bem: mentir é muito mais trabalhoso. Primeiro, você tem de inventar a mentira. Depois, tem de sustentá-la e no final, explicá-la. Olha só tudo o que poderíamos evitar se não tivéssemos medo de assumir quem somos e as escolhas que fazemos...