quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A tampa da panela

Eu ando me sentindo um peixe fora d´água. Há tempos eu tenho a sensação de que estou no lugar errado fazendo a coisa errada, mas nunca compreendi direito o porquê desse sentimento. Acho que hoje caiu a ficha.

Aqui em casa somos eu, minha mãe e minha irmã - que engravidou e foi embora há pouco tempo, mas que, na verdade, continua fazendo parte da casa.
Eu sou muito diferente delas. Enxergo o mundo de outra forma; reajo aos problemas de outras maneiras; mais discordo do que concordo com elas.

Na faculdade - estou no último ano de Jornalismo -, há 30 alunos na minha classe. Alguns analfabetos funcionais; alguns que não sabem quando usar "s" ou "ç"; alguns que são desinteressados mesmo; e uma meia dúzia que vai ter sucesso na carreira. Independentemente disso, TODOS vão se formar e receber diploma de Jornalista. Isso realmente me desmotiva muito. Espero, de verdade, poder cursar uma pós-graduação que me exija mais; quero ter o "prazer" de passar os finais de semana estudando - algo que nunca precisei fazer pela faculdade atual.

Minhas amigas são as melhores que eu poderia ter. Algumas amizades já duram mais de 15 anos! Meus amigos também são ótimos e me animam sempre que eu tô meio down. Mas ambos têm outros objetivos na vida. Nenhum deles gosta de ir ao cinema. Nenhum deles gosta de me acompanhar em passeios pelas livrarias - que eu adoro. Nenhum deles gosta de discutir política ou economia - assuntos que eu não domino, mas pelos quais me interesso. Alguns gostam de correr no parque, mas aí quem anda meio sem pique sou eu.

Bom, acho que achei a causa da sensação de peixe fora d´água. Mas por enquanto não há possibilidade de sair de casa. Ainda faltam alguns meses para terminar a faculdade, e os amigos... não vou abandoná-los nunca. Mesmo que eu tenha que continuar indo ao cinema sozinha.

E a solução? Bem... talvez o problema mesmo seja o título do post. Ou melhor, a falta dele.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Não é discurso de miss

"Você é responsável por aquele que cativa."

Sim, sei disso. O Pequeno Príncipe é mais sábio que grandes Reis.

Bom dia, chefe!

Tô precisando de férias das férias. O ócio é bom e saudável; dar uma paradinha de vez em quando é fundamental. Mas passar muito tempo sem produzir, sem exercitar a mente, sem se sentir útil, me pira.

A rotina é um saco. Mas a rotina vazia é pior ainda. Podem acreditar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Uni duni tê

"A vida é feita de escolhas. Quando não escolhemos, vivemos à revelia."

Quando as situações se repetem ao longo da vida, deve ser porque escolhemos errado, né? Talvez seja hora de encarar o medo e mudar a direção. Ou então é porque estamos vivendo à revelia. Mas de quem? Ou do quê?

Síndrome de Pink & Cérebro

Amigos blogueiros,
segundo reportagem do Jornal Hoje de hoje, já somamos mais de 70 milhões de 'companheiros' no planeta. É isso aí. Vamos dominar o mundo!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Aniversário da Dani (2008)


É por isso que eu AMOOO as minhas amigas. A vida sem elas não teria a menor graça. Literalmente.



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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Posologia

Quantas vezes a gente desejou que houvesse pílulas para resolver os problemas da vida? Pois é. Parece que hoje elas existem. E são obtidas em qualquer consulta médica.
Vá ao psiquiatra e diga que está triste. Pronto. Sai de lá com uma receitinha para a felicidade que pode ser adquirida em qualquer farmácia.
Vá ao endocrinologista e diga que se sente gorda e quer perder 3 quilos. Fácil: outra indicação de comprimidos que substituem as caminhadas.

Sou completamente a favor da medicina. Acho incríveis os avanços alcançados nessa área. Mas não dá para substituir o verbo viver pelo verbo ingerir. A vida não está em pílulas.

Aos médicos, sugiro que usem mais o ouvido do que a caneta.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

No débito ou no crédito?

É interessante a sensação boa que temos ao comprar quando o gasto não é obrigatório. E não é coisa de mulher deprimida que usa o shopping como terapia. É do ser humano mesmo. Comprar é prazeroso. Tudo bem que é uma condição momentânea, dura apenas o tempo do objeto ficar "velho" - o que hoje em dia é quase instantâneo. Mas a compra, em si, nos distrai e nos deixa felizes, mesmo que só até atravessar a esquina da loja. É como uma droga: tem efeito temporário. E viciante.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Atalho mais longo

A princípio pode parecer mais fácil mentir do que encarar a verdade. Mas pensa bem: mentir é muito mais trabalhoso. Primeiro, você tem de inventar a mentira. Depois, tem de sustentá-la e no final, explicá-la. Olha só tudo o que poderíamos evitar se não tivéssemos medo de assumir quem somos e as escolhas que fazemos...