sábado, 29 de março de 2008

Faxina

Não guardo mais agendas antigas, nem mensagens, nem e-mails. Tenho doado as roupas e os sapatos que não uso. Só não consigo me desfazer de fotos; momentos que foram eternizados pela imagem.
Mas agora me preocupo com o que será, e não mais com que o foi, e não perco meu tempo buscando respostas sobre por que foi. Afinal, já foi.
Às vezes eu prefiro zerar e começar de novo (sic) do que tentar remendar o que já não deu certo.
[como vocês já sabem, este é o Léo, representante máximo do futuro - do meu futuro]

quinta-feira, 20 de março de 2008

Concurso CNN de Jornalismo



Esta é Ralitsa Vassileva (esq), âncora da CNN. Ela esteve no Brasil para lançar o 4º Concurso Universitário de Jornalismo CNN. O tema deste ano é "A socialização por meio da arte". Qualquer estudante de jornalismo, regularmente matriculado, pode participar.
Informações no site: www.concursocnn.com.br

[a foto ficou ruim porque foi tirada com uma câmera PD]

domingo, 16 de março de 2008

70 anos da BBC Brasil

Para comemorar seus 70 anos, a BBC Brasil realizou uma série de debates na sede da emissora, em SP. Abaixo, seguem duas matérias que fiz - resultado dos debates - e que foram publicadas na BR Press (http://www.brpress.net/) e no Yahoo! notícias.


Quinta 13/3/2008 14:24:00
MÍDIA - Jornalismo em pauta
Carol Rocha/Especial para BR Press
(BR Press) - “O serviço brasileiro da BBC começa com a transmissão, via rádio, da invasão de Hitler à Áustria”, lembra Nikki Clarke, diretora para as Américas e Europa do Serviço Mundial da BBC. “Nos últimos 70 anos, o jornalismo mudou muito, mas os valores da BBC continuam os mesmos. Com a internet, a notícia vem do local onde acontece. Nosso desafio hoje é a convergência”, afirma Nikki.
Para comemorar os 70 anos do serviço brasileiro da BBC, profissionais da imprensa nacional e estrangeira foram convidados para debater questões atuais e relevantes ao jornalismo. Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times, Carlos Pagni, colunista do La Nación, Ricardo Seitenfus, especialista em Relações Internacionais e Carlos Chirinos, correspondente da BBC Mundo em Caracas, abriram a mesa, sob o tema O Gigante Vizinho: o Brasil na América do Sul, no primeiro de uma série de encontros, na última quarta (12/03), na sede da BBC Brasil em São Paulo, no Centro Brasileiro Britânico.

Gigante desconhecido e na moda

Apesar de ser o maior país da América Latina e a quarta economia que mais cresce atualmente, o Brasil ainda é um gigante desconhecido. Segundo Carlos Pagni, isso se deve, em primeiro lugar, ao idioma – é o único país do continente que fala português. A monarquia que reinou no Brasil no século XIX junto com o regime de escravidão também causava medo nos países vizinhos – e isso reflete até hoje.
Carlos Chirinos afirma que Lula se tornou uma figura importante que tem conseguido aproximar os países da América Latina através de uma retórica integracionista. Para o jornalista, a postura do presidente brasileiro durante a crise vivida pela Colômbia, Venezuela e Equador, na última semana, também serviu para fortalecer sua imagem e, consequentemente, a do país. Com isso, é provável que o mundo conheça um Brasil que vai além do samba e carnaval.
Vivendo há 15 anos no Brasil, Jonathan Wheatley diz que o brasileiro é um povo à procura de identidade. Na opinião do correspondente do Financial Times, o Mercosul está parado e, dificilmente, é um acordo que dará certo. “O mercado comum é muito difícil”, afirma. Para Ricardo Seitenfus o Brasil “está na moda” e é preciso aproveitar esse momento não só para estreitar as relações internacionais, mas também para tentar resolver as questões internas que afligem o país.

Objetividade X Subjetividade

No segundo debate do dia, a discussão girou em torno do Jornalismo no século XXI: Objetividade X Subjetividade. Bob Fernandes, editor do Terra Magazine, Caio Túlio Costa, diretor do iG, Garry Duffy, correspondente da BBC no Brasil, Mariza Tavarez Figueira, diretora-executiva da rede CBN, e a ombudsman do UOL, Tereza Rangel debateram sobre o tema.
“Jornalismo pressupõe método, seleção e critérios que não são objetivos”, afirmou Caio Túlio. “Precisamos entender melhor a subjetividade”, diz. Tereza Rangel concorda: “Não é possível ser objetivo, já que o jornalismo noticia apenas uma parte do todo". Segundo ela, a interação do público acaba com o monopólio da informação e faz crescer o recorte da realidade.
Para Mariza Tavarez Figueira, o importante é não perder o olhar de estrangeiro. "Se tivermos um olhar de quem está cansado, a gente deixa de perceber e de se indignar." Com espaço limitado para objetividade no jornalismo, Bob Fernandes diz que o caminho é tentar atingir a pluralidade, abrindo espaço para que todos os lados consigam se manifestar.

Imediatismo

Caio Túlio Costa e Tereza Rangel protagonizaram a discussão mais polêmica da tarde. Questionado sobre o imediatismo da internet que, muitas vezes, prioriza a rapidez à verificação correta dos fatos, o diretor do iG foi categórico: “Eu sou a favor de dar o furo, mesmo que tenha que corrigir a informação depois”. Já a ombudsman do UOL discordou: “Eu prefiro esperar um pouco mais até confirmar a informação para, só depois, publicá-la”.

Série especial

A BBC Brasil lançou nesta semana uma série de reportagens sob o tema do primeiro debate: O Gigante Vizinho: O Brasil e a América do Sul. Repórteres da BBC visitaram os 11 países da América Latina e entrevistaram economistas, autoridades e pessoas comuns para descobrir como os vizinhos vêem a participação do Brasil na região. As matérias estão disponíveis em vídeo, áudio e texto através do serviço da BBC Brasil, em www.bbc.co.uk/portuguese .


Sexta 14/3/2008 15:11:15
MÍDIA – Jornalismo: desafios da convergência
Carol Rocha/Especial para BR Press
(São Paulo, BR Press) - Rogério Simões, diretor da BBC Brasil, parceira da BR Press, abriu a primeira mesa do segundo e último dia de debates em comemoração aos 70 setenta anos de existência do serviço brasileiro da estatal britânica, com dados de uma pesquisa realizada em 14 países (inclusive o Brasil), com o objetivo de descobrir como a população enxerga a mídia em suas regiões. Era novembro de 2007, ocasião em que o serviço mundial da BBC, completava 75 anos.
Foram ouvidas 11.344 pessoas. Para 56% dos entrevistados, a liberdade de imprensa é muito importante, mas 40% acreditam que a harmonia social e a paz justificam o que é publicado, ou seja, o que é censurado. 80% dos brasileiros ouvidos na pesquisa demonstraram preocupação com a concentração da mídia nas mãos de poucos.
Laurindo Leal Filho, sociólogo, jornalista e professor da Universidade de São Paulo, Mário Magalhães, ombudsman da Folha de S.Paulo, e Ricardo Boechat, editor-chefe do Jornal da Band, foram convidados a discutir o tema Liberdade de Expressão: Limites do Jornalismo no Século XXI.

Interatividade substitui repressão

“Notícia não é um bem da imprensa, mas da sociedade”, afirmou Boechat. Para ele, a participação do público na produção de notícias – o chamado jornalismo colaborativo ou “cidadão”– é positiva. “Isso é uma garantia de pluralidade e de combate ao cerceamento da informação, porque não se pode cercear a humanidade inteira”, disse.
Mário Magalhães lembrou da época em que as redações eram “empasteladas” – fechadas por ação policial –, gíria e ação que não existem mais atualmente. O ombudsman da Folha de S.Paulo acredita que hoje não há espaço para “Jasons Blair” no jornalismo – alusão ao ex-repórter do jornal The New York Times que inventava notícias.
“O jornalismo atualmente está em permanente fiscalização”, acredita Mário. Em 1991, a Folha de S.Paulo tinha uma tiragem de 388 mil exemplares e houve 3.700 mensagens enviadas ao ombudsman. Em 2007, a tiragem do jornal caiu para 303 mil, mas a ouvidoria registrou 13.400 comentários – dados que podem comprovar a afirmação do jornalista.

Cidadão-repórter

No último debate da série, Andréa Fornes, produtora-executiva do MSN Brasil, Antonio Prada, diretor de conteúdo do Terra América Latina, Márcia Menezes, diretora de jornalismo do G1, e Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive, foram convidados para falar sobre O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade.
A questão central do debate girou em torno do desafio de como agregar informação sem perder a qualidade e controle do conteúdo. A crescente participação da população no envio de notícias é vista com bons olhos pelos jornalistas, mas todos concordaram que é preciso ter cuidado ao publicar essas informações.

Multiuso

Pete Clifton diz que as redações a partir de agora buscam jornalistas multimídias. A BBC tem investido na convergência das redações, ou seja, as equipes do rádio, da TV e da internet agora trabalham juntas, na mesma sala, e isso otimiza o conteúdo e o trabalho dos profissionais. “Nunca houve melhor época para ingressar no jornalismo”, afirma.
Já Márcia Menezes se diz preocupada em achar o formato ideal para o jornalismo online. “O que as pessoas procuram? Qual é o tipo de texto para internet?”, questiona. “Por enquanto, só insisto com os jornalistas do G1 para que eles não percam o foco”.
Questionado sobre o chamado “novo jornalismo”, Antonio Prada é categórico: “O jornalismo é velho, o que muda é apenas o modo de atuar”.

Livro

O último dia de debates na sede da BBC Brasil reuniu cerca de 100 participantes. No final do dia foram sorteados alguns brindes, entre eles o livro Vozes de Londres, escrito por Laurindo Leal Filho e que deve ser lançado em breve. Nele o professor resgata toda a história da BBC Brasil.




[adoro o trabalho do Boechat. Minha testa está igual a dele, não?]

quinta-feira, 13 de março de 2008

Da bancada para os palcos

Confesso que fui ao show só para ver a estréia do meu amigo Celso Cardoso* nos palcos. Ele foi convidado para abrir o show da Vanessa Barum no teatro do Crowne Plaza. Eu não conhecia o trabalho dela, mas adorei! Ela tem uma voz linda, um repertório muito bacana, é muito simpática e sabe fazer piada na hora certa. Muito bom mesmo. E o Celso... bem, o Celso mandou muuuuito bem. Excelente professor e ótimo aluno.

Abaixo, segue uma canja do Celso. A pseudo-jornalista aqui esqueceu de comprar pilhas novas e não deu para gravar tudo.

video

* Celso Cardoso é jornalista, apresentador da Gazeta Esportiva e editor de esportes do Jornal da Gazeta. Além de ter inúmeras outras atividades...

http://www.celsocardoso.com.br/

http://www.celsocardoso.zip.net/

quinta-feira, 6 de março de 2008

Campanha - Dia Internacional da Mulher

De vez em quando eu colaboro com a agência de notícias BR Press (www.brpress.net)
A agência está fazendo uma campanha no Dia Internacional da Mulher. Quem quiser colaborar, é só espalhar a mensagem abaixo.


GENTE - Quem é esta garota?

(BR Press*) – É a campanha que a BR Press lança neste Dia Internacional da Mulher, à procura da menina que negou a mão ao general Figueiredo, numa foto que simboliza início da abertura política no Brasil.

Juliana Resende/BR Press*

(BR Press*) – Algumas imagens “falam” por si sós. É o caso desta foto de Guinaldo Nicolaievsky, que desafiou a ditadura militar com uma birra de criança – uma menina de muita personalidade, que se negou a apertar a mão do então presidente, general João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918-1999), mesmo sob insistência dos fotógrafos. Neste Dia Internacional da Mulher, a BR Press lança a campanha Quem É Esta Garota? e procura a menina da foto – que, quase 30 anos após o início do governo Figueiredo, em 1979, também simboliza o início da abertura política no Brasil.
Esta menina – hoje mulher – deve ter boas recordações de sua rebeldia. Ela não parecia convencida de que Figueiredo daria continuidade ao projeto de abertura com a Lei de Anistia, aprovada em agosto de 1979, que, apesar das restrições e de ter anistiado torturadores e assassinos a serviço da Segurança Nacional, permitiu aos exilados, presos políticos e parlamentares cassados desde 1964, a saída da clandestinidade.
E foi a presença de espírito deste repórter fotográfico veterano e admirado que é Guinaldo Nicolaievsky, então à serviço de O Globo, em Belo Horizonte, a força motriz deste registro solene do poder feminino imposto mesmo aos, digamos, 5 anos de idade. Quanta atitude! Quanta dignidade! Quanta bossa e quanta graça!
Com a palavra, o autor da sensacional imagem, em descrição ao blog Picturapixel:

“Lançamento do carro à álcool em BH. A imprensa mineira e a nacional estavam presentes e um grupo de crianças foi levado ao Palácio da Liberdade para cumprimentar o presidente Figueiredo. Deu zebra: a primeira da fila negou o aperto de mão ao Presidente da República, apesar dos pedidos dos fotógrafos. Percebi que não aconteceria o aperto e fotografei.”
Guinaldo Nicolaievsky continua e aqui vem a melhor parte da história: “Corri para a redação para revelar e transmitir a foto para o Rio. Para minha surpresa eles não publicaram a foto! Desconfiaram! Queriam o “cumprimento”. Fui ameaçado de dispensa caso não entregasse o fotograma. Foi exigido que mandasse o filme sem cortá-lo no primeiro vôo para o Rio. O que foi feito. Não publicaram nada… resolvi por minha conta, mandar para outros veículos, que publicaram com destaque até no exterior.”
Quem souber do paradeiro da “menina” que negou a mão ao general ou caso ela mesma se depare com esta reportagem, favor entrar em contato com pauta@brpress.net .




(*) Texto e foto livres para reprodução em quaisquer meios impressos e eletrônicos.