quarta-feira, 23 de abril de 2008

Coletividade

Pena que não tenho esses vídeos para postar aqui, mas as cenas dos repórteres correndo atrás dos advogados de defesa do casal Nardoni são patéticas.
É câmera batendo na cabeça dos jornalistas, tripés caindo, cinegrafistas tropeçando... e quase nenhuma declaração deles.

Mas pior é quando eles resolvem falar com a gente. Ninguém se respeita. É pergunta em cima de pergunta e ninguém entende nada. Sem mencionar os mil microfones quase dentro da boca dos entrevistados.

Se nós, repórteres, nos organizássemos, se fossemos mais educados, talvez conseguiríamos mais atenção dos advogados. Acho que essa nossa ânsia causa medo neles. As entrevistas, às vezes, parecem briga de rua.

5 comentários:

Mujer Amauta disse...

Infelizmente a mídia tem mais poder do que deveria...

:~.

Ricardo Soares disse...

o tempo passa e a falta de educação aumenta... quando alguém que deveria ( eu disse deveria!) se portar com boa educação e cidadania e até ensinar esses conceitos à população se comporta dessa maneira patética o que esperar dos cidadãos comuns sedentos de sangue que ficam em volta dessa tragédia ?? já te disse : reúna tudo isso num diário depois que vai bater um bolão...bjs

Paulo disse...

Ponto bastante interessante. Eu sempre me perguntei como eles fazem pra escutar a resposta com tanto barulho. Fico com a impressão de que o importante é perguntar ao invés de ouvir a resposta.

Beijos!

Carol Rocha disse...

Mujer - tem poder e usa mal.

Ricardo - vou postar, sim. Mas é que é muita coisa. rs

Paulo - pois é. Todo mundo pergunta ao mesmo tempo e todos ficam sem resposta.

Dante Accioly disse...

Concordo completamente com você. Trabalho no Congresso Nacional, onde o procedimento quase sempre é exatamente esse. Fico pensando cá com meus botões: "Isso é mesmo necessário?". Não, não é. Tenho quase certeza de que seria possível fazer isso de uma forma beeeeeeeeeeem mais organizada. Beijo preocê.