domingo, 15 de junho de 2008

Síndrome de Frankenstein

Na semana que passou tivemos dois péssimos exemplos dos pseudo-revolucionários que as universidades estão formando.

Na quarta-feira à noite, cinco alunos da Faculdade Belas Artes, em São Paulo, foram detidos pichando o prédio da instituição. Segundo o aluno que organizou o vandalismo, ele queria protestar contra as condições e as deficiências da educação no Brasil. O detalhe é que esse mesmo aluno era bolsista da faculdade, que é muito bem conceituada, e havia se formado no dia anterior.

O cara consegue bolsa em uma das melhores faculdades da cidade, espera terminar o curso, claro, para depois ir destruir as instalações. Burro ele não é. Primeiro ele desfrutou do benefício, depois foi "protestar".

No sábado, 48 estudantes encapuzados invadiram o prédio administrativo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e destruíram tudo o que encontraram pela frent e agrediram funcionários. Tudo isso para protestar contra o Reitor da universidade, que é acusado de cometer irregularidades na gestão da universidade.

E eu pergunto: o que os móveis e os funcionários têm a ver com isso? Se o protesto é contra o Reitor, por que bater nos funcionários?

Sou a favor de manifestações coerentes e embasadas em argumentos sólidos. Acho mesmo que temos que protestar contra aquilo que discordamos. Mas sou contra vandalismos em qualquer situação. Nada justifica atos de tamanha violência. No caso da Belas Artes, funcionários também foram agredidos quando tentavam impedir o ato de vandalismo.

O que será que estamos aprendendo na faculdade? Desenvolver o senso crítico racional ou despertar o lado animal do ser humano? As universidades estão formando médicos ou monstros?


Li uma frase no blog de um amigo que sintetiza todo esse pensamento:
"Se todo desenvolvimento é transformação, nem toda transformação é desenvolvimento." (Paulo Freire)