domingo, 22 de fevereiro de 2009

Quem quer ser um milionário?

Confesso que fui ao cinema assistir esse filme impulsionada pela crítica que li na Veja desta semana (para assinantes). Tá, o longa pode não ser tão sensacional como afirma o texto, mas é bom. Muito bom. A idéia é simples - um garoto indiano pobre tenta reencontrar o amor da infância em um programa de TV - mas o roteirista foi original.
Críticos indianos disseram que o filme glamoriza a pobreza, pois mostra as favelas, a pobreza e a exploração humana que ocorre no país. Já ouvi essa crítica antes: Cidade de Deus, Última Parada 174, Tropa de Elite...
Em todos esses casos - somando Quem quer ser um milionário? - não há glamour. Há realidade. Infelizmente.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Amigos são a família que nos permitiram escolher

Aos poucos estou voltando à vida. A festa da formatura foi bem bacana. E foi também a maneira que encontrei de agradecer o carinho e a ajuda que tenho recebido ao longo dos anos dessa pessoa aí embaixo. Desde que aderi à festa de formatura, não cogitei outro nome e o convidei para ser meu padrinho.



No começo ele era apenas o diretor da empresa na qual minha mãe trabalhou por muitos anos. Depois, virou um "chefe bacana" e, rapidamente, tornou-se amigo da família. Hoje eu tenho por ele um extremo carinho e uma admiração enorme. E temos também algo em comum: a profissão. Eu, começando. Ele, aposentado há anos. Ambos apaixonados pelo jornalismo.



[Meu presente!! Uma garrafa de Veuve Clicquot. Mas o médico liberou apenas uma taça...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A festa acaba. O abraço fica.

Hoje foi minha colação de grau. Mais uma etapa vencida. Aliás, etapas, no plural.

Além dos anos de faculdade, das dificuldades, inclusive financeiras, emocionais, de convívio etc, não foi fácil sair de uma internação psiquiátrica que durou 22 dias e no dia seguinte estar linda, arrumada e sorridente no Citibank Hall.

Apesar de ser um evento cansativo, em alguns momentos minha mente viajou e um filme passou na minha cabeça. Chorei. Muito. Talvez até demais para um evento importante mas que não justificaria tantas lágrimas para a maioria dos formandos. Só que para mim, estar ali, em pé e sorrindo, mesmo que por poucos instantes, foi uma vitória.

Senti muita falta de um abraço que eu, ingenuamente, achei que receberia. Esperei até o fim, e nada.

Mas houve um dado momento de lucidez e maturidade, e no meio daquela gente toda percebi claramente que a única pessoa com quem posso contar incondicionalmente e integralmente durante a minha caminhada neste planeta é essa aí da foto, também conhecida como minha mãe.

E com o apoio dela, mais um dia vivido, vencido e selado com um abraço.

E se existir amanhã... resolvo amanhã.



domingo, 1 de fevereiro de 2009

Questão de escolha - e de neurônios

Na próxima encarnação quero voltar como um ser irracional. Traduzindo: quero nascer homem.