domingo, 8 de março de 2009

Santa ignorância

Hoje, Dia Internacional da Mulher, chovem "homenagens" de todos os lugares, principalmente da mídia.
É fato que, a cada ano, temos avançado em diversos aspectos. Temos conseguido nos destacar cada vez mais na economia, na carreira, na formação cultural, na política.
Mas ainda falta muito. Falta, principalmente, a conscientização da sociedade sobre o papel importante que as mulheres têm desempenhado há tanto tempo.
Essa semana fiquei estarrecida com a declaração de um arcebispo brasileiro, que afirmou que o aborto é um crime mais grave que o estupro. Eu desejo que esse senhor nasça mulher na próxima encarnação para entender o quão horrenda é essa opinião.
E hoje, para completar minha total aversão à igreja católica, o Vaticano, em sua "homenagem" às mulheres, publicou uma nota dizendo que a "lavadora de roupas foi a verdadeira emancipação feminina".
A BBC fez uma reportagem na Finlândia mostrando que as pessoas não usam camisinha porque a igreja diz que há furos nos preservativos, por onde é transmitido o vírus da Aids. Resultado: 4 em cada 10 finlandeses contraíram a doença.
O catolicismo está nos matando!
Se apologia às drogas é crime, apologia à disseminação de doenças também deveria ser. E reduzir as mulheres a meras operadoras de máquina de lavar deveria culminar com um processo por preconceito e discriminação.

5 comentários:

Eduardo Marcondes disse...

Olá, passei por aqui pra bisbilhtar seu blog...
O que mais me irrita nesse dia internacional da mulher é aquele tipo de reportagem mais manjada do mundo, que todo ano se repete: "As mulheres mostram que também têm garra e podem ser (estivadoras do cais do porto, Jockeys, operadoras de guindaste, motoristas de caminhão), um terreno antes dominado pelos homens"

A cada ano muda a profissão mas o "espanto" da mídia é sempre o mesmo.

Pra mim essa barreira já foi quebrada a séculos e já não existe mais profissão "de homem" nem profissão "de mulher".

Pra mim vai ser legal o dia em que homens e mulheres estejam todos no mesmo nível, a ponto de não precisarmos mais do "dia internacional da mulher" para lembrarmos das suas conquistas.

Eduardo Marcondes disse...

ops, faltou um h em "há séculos"

Carol Rocha disse...

Pois é, Edu. Não existe mesmo essa separação de profissões. Na nossa área, então, vc sabe que a mulher domina. Suas chefes são, na maioria, mulheres, né? rs

Ainda bem que vivemos num Estado laico e separado da Igreja. Porque se dependessemos dos padres, bispos e daquele Papa nazista, estaríamos na cozinha e na lavanderia, acariciando nossa máquina de lavar roupas.

Rê Ruffato disse...

Melhor mudar o rumo dessa prosa... é vexatório demais, né? (e sabe quem me deu parabéns pelo meu dia? só meu filho! já dei mais Ibope, rs)
Bjs

Carol Rocha disse...

Pois é... como eu não tenho filho, não recebi nenhum parabéns. Ah, minto: recebi um da D. Nair. rs