terça-feira, 28 de abril de 2009

Dicas para enviar currículo

Mês passado, recebi centenas de currículo no jornal onde eu trabalhava. E desde então tenho pensado em escrever sobre isso, como forma de ajudar as pessoas. Eu nunca tinha sido responsável por analisar currículos. E agora sei a importância de certas dicas que às vezes não levamos em consideração.

1) A primeira dica e a mais essencial é: não mande currículo como anexo. Sempre cole no corpo do email. Isso facilita imensamente a vida de quem irá ler os emails, além de evitar a propagação de vírus;

2) Ao citar as experiências profissionais, comece SEMPRE pela mais recente, e siga em ordem decrescente;

3) Se você trabalha na área de comunicação, como eu (sou jornalista), uma dica bacana é reunir seus trabalhos em um blog ou site. Se a pessoa se interessar pelo seu currículo, é mais fácil ela clicar no link do que ficar abrindo anexos com exemplos de matérias publicadas;

4) Se você REALMENTE domina a língua portuguesa, destaque no seu currículo - pode parecer bobagem mas é uma característica importantíssima atualmente. Só tome cuidado para não cometer gafes logo na apresentação. Recebi currículos destacando essa qualidade mas a pessoa errou a gramática logo de cara;

5) Recebi alguns currículos em formato pdf. Poucos, mas recebi. Gente, jamais um selecionador vai perder tempo abrindo arquivos em pdf, por mais extraordinária que seja sua apresentação;

6) Foto no currículo? Só se a empresa pedir. Atualmente, isso está fora de uso;

7) Ao enviar o currículo, escreva algumas linhas se apresentando à pessoa que irá receber o email e faça um breve resumo das suas qualificações. Destaque suas principais habilidades e características, diga qual é sua disponibilidade de horário, se pode viajar a trabalho. São informações importantes, mesmo que a princípio a vaga não exija;

8) Não é bacana mandar email com cópia oculta para centenas de endereços, de maneira generalizada. A impressão que o selecionador tem nesses casos é de que a pessoa está desesperada atrás de emprego e mandou email para todas as vagas que encontrou pela frente. Por mais que isso seja verdade, certas atitudes é melhor omitir;

9) A qualificação é importante, mas a apresentação do currículo também é fundamental. Neste caso, aquela máxima de "não julgar o livro pela capa" não vale.

10) Se você não se encaixa na maioria das exigências que a vaga pede, não perca seu tempo enviando email e não faça o selecionador perder tempo deletando seu currículo.


Essas não são dicas de um selecionador profissional. São apenas itens que observei e que acho relevante repassar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

#Campanha contra a hipocrisia

Antigamente, quando as pessoas se conheciam, trocavam telefone. Na década de 90, começaram a trocar email. No início do século XXI, evoluíram para o celular, em seguida para o msn e orkut.
Eu parei no tempo, na fase do email. Sou mulher, mas tenho um lado masculino que prevalece quando se trata de comunicação. Por exemplo, quando não sei o caminho, costumo dar voltas ao invés de parar para perguntar. Telefone? Detesto. Fico dias sem usar o celular (e sem atendê-lo também, principalmente se for número restrito). Email vc responde quando quer, e se quiser. Não acho que as pessoas têm obrigação de falar com os outros quando não estão a fim.
Enrolei tudo isso para dizer que eu uso a tecnologia a meu favor. Conecto e desconecto (literal e metaforicamente) quando e onde me convém. E não tenho problema nenhum em admitir isso.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mais foda seria não publicar o 'caralho'

A Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria com a reação de Ciro Gomes sobre a questão da cota de passagens aéreas para parlamentares. Conhecido por seu temperamento "forte", o ex e futuro candidato à presidência da República "desabafou" aos jornalistas presentes que não tinha medo do Ministério Público, nem da imprensa, nem dos deputados.

"Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados". "Pode escrever o caralho aí", disse Ciro. A Folha obedeceu e publicou (para assinantes).

Recebi alguns emails de colegas jornalistas criticando a atitude do jornal. Oras, a hipocrisia mundana - que também habita a imprensa - é uma merda. Um deputado diz que "MP é o caralho" e o jornal não deveria publicar??? Não é uma informação relevante??

Ciro também chamou os colegas deputados de "um bando de babacas", desta vez, generalizando, sem citar nomes.

Para meu alívio, um amigo retrucou a hipocrisia com o singelo comentário: "É no mínimo engraçado ser brasileiro e habitar esta terra. Um monte de gente pelada, carnaval o ano inteiro, criança dançando funk na televisão e quando aparece um caralho no jornal o pessoal cai pra trás?"

Pois é. Isso chama-se hipocrisia. Bah...

ps: o Congresso em Foco trouxe um texto mais completo sobre o assunto. E não editou os palavrões.

domingo, 19 de abril de 2009

Saindo do papel

Há alguns anos precisei abrir uma empresa para emitir nota fiscal dos trabalhos que fazia na área de comunicação. Agora, estou começando a viabilizar um projeto para tirá-la do papel e ir para um endereço real. Um dos "detalhes" que preciso resolver a priori é o nome fantasia (uso o mesmo nome da razão social).

Alguém por aí tem alguma dica? Não gosto muito de estrangeirismos, mas se for muuuito bacana, aceito. rs
Ah! É uma empresa de comunicação, na área de jornalismo. Eu queria evitar o já tão manjado "press"...

domingo, 12 de abril de 2009

Alternativa

A maioria das pessoas ficam ansiosas para completar 18 anos, chegar à maioridade. As razões variam, mas em geral, ultrapassar essa barreira significa poder tirar habilitação para dirigir, entrar no motel com o RG original, frequentar as baladas dos irmãos mais velhos, comprar bebida alcoolica e/ou cigarro sem medo em qualquer loja de conveniência, e mais um milhão de "vantagens".
Para mim, claro, tudo isso fazia parte da ansiedade. Mas o meu primeiro ato pós-adolescência seria também o meu primeiro gesto nobre e de altruísmo: doar sangue. Sempre quis me tornar uma doadora. O gesto mais humano que podemos ter é doar algo que é genuinamente nosso, algo que nos mantém vivos, que é parte do nosso corpo.
Para minha decepção, ainda na adolescência descobri que tenho talassemia - anemia congênita, sem cura, mas que por ser na forma 'minor', não me causa problemas nem restrições, com exceção de doar sangue. Segundo a médica, o meu sangue poderia ser aproveitado por outras pessoas, mas eu correria o risco de ficar muito fraca.
Ano passado fiz uma matéria sobre transplante de medula óssea e descobri que o procedimento é bem mais simples do que o nome sugere. É um transplante e acompanha todos os riscos de uma cirurgia, claro. Mas doar medula não é um bicho de sete cabeças. É parecido com doar sangue. E o transplante de medula não é utilizado apenas no tratamento da leucemia - apesar de ser o uso mais comum. A medula doada pode ser a solução de diversas outras doenças.
Estou pensando, desde então, em compensar a decepção com a doação da minha medula.

ps: se alguém já tiver passado por esse procedimento, por favor, me conte como foi.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Que seja eterno enquanto dure. E que dure pra sempre

Uma metáfora dita na novela das oito me fez refletir. Segundo os personagens indianos, os ocidentais se casam com a água fervendo, e deixam ela esfriar ao longo do tempo. Os indianos casam com a água fria, e fazem-na ferver com o passar dos anos.
A paixão faz parte da vida, nos motiva, impulsiona, anima. E talvez por ser algo que nos proporciona um nível alto de prazer em tão pouco tempo, vicia. E é aí que precisamos ter cuidado. Eu acredito e apoio que tudo na vida tem de ser feito com paixão. Mas ela não dura pra sempre; o corpo acostuma e o prazer, antes viciante, já não surte o mesmo efeito. Temos que aprender que os estágios subsequentes à paixão também são interessantes. Menos viciantes, portanto, passíveis de maior controle, sensatez, senso crítico, dissernimento.
Não cheguei a nenhuma conclusão sobre qual caminho seria melhor seguir - se dos indianos ou dos ocidentais. Só sei que defendo a paixão como uma fase necessária, seja no começo ou no meio. Só não no fim, porque aí a chance de overdose é grande.



[semana passada mais uma amiga resolveu juntar as escovas e colecionar fraldas - não necessariamente nessa ordem. Lí e Chico, além de amor, desejo sabedoria, paciência e compreensão para que essa etapa da vida de vocês dure para sempre]