domingo, 10 de maio de 2009

Segregação

Vou falar sobre um assunto polêmico: cotas raciais.
E começo avisando que sou contra. Absolutamente contra. Dividir as pessoas por raças é um retrocesso sem tamanho. A Constituição brasileira afirma que somos todos iguais - e além disso, sempre lutamos pela igualdade, seja das cores, seja dos sexos.

O programa Canal Livre de hoje, transmitido pela Band, discute o tema. Entre os convidados estão o sociólogo Demétrio Magnoli e o presidente da Educafro, Frei Davi Santos.

Os argumentos de quem defende as cotas raciais, seja na universidade, seja em qualquer lugar, são vazios. A começar pelo método usado pelo Censo no Brasil. Se eu, branquela desse jeito, disser ao pesquisador do Censo que sou negra, ou que sou parda, ele é obrigado a preencher minha ficha assim. Não há um "teste" mais eficaz, digamos, para "qualificar" a raça das pessoas. Isso abre margem para eu me qualificar como negra ou branca conforme a conveniência. E convenhamos, no Brasil poucas pessoas se definem como negras. Por isso invetaram o tal de "pardo" - não sei a diferença entre um e outro.

O problema para resolver a desigualdade no Brasil é tentar incluir os pobres. Sendo pretos ou sendo brancos. Por isso eu defenderia, com certeza e convicção, as cotas sociais. Sem essa de raça - isso pode nos levar à segregação.

Demétrio Magnoli lembrou bem o caso de Ruanda, onde os próprios negros se dividiram em raças superiores e inferiores, culminando com um massacre racial.

Eu acho, sim, que as universidades públicas deveriam ter vagas reservadas para quem não tem renda para pagar uma faculdade particular. Até porque nas universidades públicas, quem reina são os egressos das boas escolas, em sua maioria particulares.

Temos que evoluir para a inclusão das pessoas e, consequentemente, para a união dos povos. Tudo o que é criado para separar, dividir, classificar, culmina em guerras. Religião, dinheiro, status social, e por aí vai.

Com tanta desgraça e violência nesse planeta, está na hora de caminharmos na mesma direção.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Terapia de salão

É engraçado como a maioria das mulheres costuma externar a fase de "mudança interior" através do cabelo. No filme "Divã", por exemplo, a hilária Lilia Cabral, em momento esfuziante, implora pro cabeleireiro: "repica! repica! repica!". E é assim mesmo. Ou melhor: somos assim.

Mulheres têm apego ao cabelo. E quando queremos nos livrar de algo, geralmente a primeira coisa que fazemos é correr para o salão, como se a tesoura pudesse cortar mais que o simples cabelo.

Taí o resultado. A história desse corte é longa...


Além de repórter, servi de "modelo" para uma pauta sobre visagismo. Confesso que achava essa técnica uma bobagem a mais no mundo fashion, mas o negócio é bem mais profundo. Passei por uma verdadeira consultoria de personalidade e de objetivos até chegar nesse resultado. Obra de André Mateus, da Cabelaria.
Meu terapeuta que se cuide. Corre o risco de perder a cliente.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Da série: dúvidas da humanidade

Outro dia um colega questionou por que os canalhas se dão melhor do que os "bonzinhos" quando o assunto é mulher.
Respondi pra ele que a questão não é ser canalha ou ser bonzinho. A questão é ser honesto.
Canalha dando uma de bonzinho é até trivial. Mas não tem nada pior do que um bonzinho querendo agir como canalha.
Mulher gosta de homem maduro, que acredita em si, que tem autoestima elevada, autoconfiança. E que se assume. Seja bonzinho, ou seja canalha. A partir daí, a escolha é nossa.