terça-feira, 2 de junho de 2009

Paradoxos vitais

Já parou para pensar que nascemos sofrendo? Quando recém nascidos, sofremos com as cólicas, com os gases, com os refluxos, e o pior: não conseguimos dizer onde dói, o que dói.
Na primeira infância sofremos com os dentes nascendo, com os tombos aprendendo a andar, com as dores que ainda não conseguimos expressar.
À medida que vamos crescendo, as dores físicas continuam, e a elas acrescentam-se ainda outro tipo de dor: a emocional.
Sofrer faz parte da vida. E é uma parte importante. Arrisco até a dizer que gastamos muito mais tempo com o sofrimento do que com a felicidade. E isso é bom? Depende de como encaramos.
Do sofrimento dos poetas resultaram os melhores poemas; da dor dos músicos, as letras mais tocantes; da angústia dos pintores, nasceram os quadros mais admirados.
Ou seja: o sofrimento, de alguma forma, também resulta em alegria.
Sabe aquela velha história de que não devemos mexer em time que está ganhando? Pois é. Imaginem se fossemos felizes o tempo todo! Que razão teríamos para avançar, mudar, transformar, arriscar, melhorar, aprender,valorizar?
Pense nisso.