terça-feira, 29 de setembro de 2009

A frase

Há algum tempo uma amiga escreveu um post sobre a frase que as mulheres mais querem ouvir de um homem. Nunca esqueci aquele texto; aquelas palavras, volta e meia, soavam no meu ouvido.

Automaticamente, somos levadas a acreditar que ouvir "eu te amo" ou "você é a mulher da minha vida" - clichês que muitas vezes são repetidos como mantras, da boca pra fora - é o ápice do relacionamento, e não refletimos com profundidade o que realmente importa no dia-a-dia, na convivência.

"Tudo o que uma mulher quer ouvir é 'eu cuido de você'”.

“'Eu cuido de você' tem profundidade, responsabilidade, doçura, envolvimento sem barreiras. 'Eu cuido de você' sugere futuro, segurança, compromisso. E um bem-querer absoluto. Uma mulher quer ser cuidada, não venerada. (...) 'Eu cuido de você' é uma frase que faz qualquer homem parecer maior. Depois dela, o abraço fica mais gostoso, o colo é de um aconchego indescritível."

sábado, 26 de setembro de 2009

De repente, 30

Quer dizer, nem tão de repente assim...

Nunca acreditei muito naquela história de crise da idade. Afinal, que grande diferença poderia haver entre um ano e outro, entre ter 20 ou 21, 25 ou 26... Mas agora, chegando nos 30, estou mudando de opinião.
É engraçado. Não sei explicar ao certo o que tem mudado nesses meses que antecedem os 30, mas algo está diferente.
Mais do que o cabelo ou o estilo das roupas - mais sóbrias -, tem havido uma mudança mais profunda e efetiva. Na maneira de ver a vida, de encarar os trabalhos, menos paciência para discussões fúteis, mais tolerância com as diferenças, tento ouvir mais e falar menos, tenho me policiado quanto as críticas que faço - e que recebo.
Pendências antigas e recorrentes foram resolvidas.
Quando eu tinha 18 anos, imaginava que com 30 já estaria casada, com filhos, num emprego burocrático qualquer, lavando, passando...
Ufa! Ainda bem que não foi assim. Viajei mais, namorei mais, tomei porres homéricos, tive empregos mais divertidos, terminei a faculdade, fiquei pra titia. Graças a Deus! O Lelê é a paixão da minha vida e, o melhor, é que tia fica só com a parte boa. Quando dá problema, a gente devolve pra mãe, né.

Chego aos 30 com menos amigos - só os verdadeiros ficaram. Mas chego com um companheiro - que também é amigo, cúmplice, meio maluco, mas que me diverte e, hoje, me faz rir.
Vou entrar na idade de Balzac redefinida, mais resolvida, zerada.
Os 22 dias "fora do ar" no começo deste ano me ensinaram a viver um dia de cada vez. Em menos de um minuto, tudo pode mudar. Por isso, nada de expectativas exageradas, nada de conclusões precipitadas, nada de exercícios futuristas. De concreto, só o hoje. Aprendi que serenidade é muito melhor do que euforia.
Garanto pra vocês que é melhor assim.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro.
Mas peraêee: o Brasil é um dos países que mais têm incentivado a compra de automóveis. Redução de IPI, parcelamento a perder de vista, preços competitivos...
Faz sentido apoiar uma campanha dessas?

Além do mais, imaginem se 20% dos paulistas que usam carro diariamente resolvessem trocá-lo pelo transporte público (ônibus/metrô). Aí teríamos de inventar o Dia Paulista Sem Sair de Casa.
Caos total.

Eu acho bonitinha essas campanhas politicamente corretas, mas convenhamos, o resultado disso é quase nulo. Nem discussão gera. Pura hipocrisia.

Primeiro, seria necessário criar condições, para depois inventar campanhas.

Sou a favor da carona. Acho realmente que os carros em São Paulo - incluindo o meu - andam vazios demais. Geralmente, dos cinco lugares, apenas o do motorista anda ocupado. Mas também a campanha que fizeram sobre isso tentava incentivar que as pessoas a combinassem carona pela internet, com desconhecidos. Aí é demais.

Ou seja: ideias para campanhas bonitinhas não faltam. Mas sobra utopia,irrealismo e hipocrisia na execução delas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

♀ + ♂ = ≠


Os dois estão deitados na cama. Ela passa a mão no cabelo dele; ele retribui. A televisão está ligada num canal qualquer.

De repente, ele pede o controle remoto e escolhe a opção das rádios da tv a cabo.

Ela pensa: ele vai escolher uma rádio que toque blues ou jazz ou algo do gênero, pra completar o clima, claro.

Ele não pensa duas vezes: clica na CBN, a estação que está transmitindo o jogo de futebol.

Ela murcha.

Fim da história.