quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Rio 2009

Capa de hoje do jornal Extra, do Rio de Janeiro.
Sensacional.

Eu não apoiei o Rio2016. Acho que inverteram o caminho: usar uma Olimpíada para justificar melhorias e investimentos está errado. O correto é o contrário: as obras deveriam ser feitas pensando na população que mora lá, e não nos turistas que virão. Usar dinheiro público para "arrumar a casa" pros visitantes é o fim da picada. A casa deveria ser arrumada para quem mora nela, oras.
Pra melhorar a vida das pessoas não há verba. Para receber uma Olimpíada aparecem bilhões (sem mencionar o caixa 2, 3... a "bola" das empreiteiras...)

6 comentários:

Mora disse...

Oi, Carol!
Creio que a ordem ideal das coisas deveria ser a qual você se referiu no seu post, mas não dá para condenar porque vão "arrumar a casa" graças aos Jogos. Se é que vão arrumar mesmo... O problema em relação aos Jogos, na verdade, será o superfaturamento de obras e outros meios de desvio de verbas do qual não fazemos nem ideia... E adorei a capa do Extra! Mas esse lado do Rio, a periferia, deverá ficar de fora dos Jogos...
Beijo.

Carol Rocha disse...

Mora, a periferia pode até ficar de fora dos jogos, mas os morros estão na cidade inteira; encravados nos bairros nobres.
Esse lance das obras de melhoria me lembra o slogan de um famoso político paulista: "rouba mas faz".
Ou seja: não importa a motivação para as obras nem o superfaturamento, desde que uma parte da população seja beneficiada.
Aliás, é o slogan adotado pelo PT também, concorda?

Ricardo Soares disse...

carol... realmente sensacional essa capa né não ? esses caras são inspirados...bjs

Mora disse...

Oi, Carol!
Em relação aos morros, as 'otoridades' vão fazer o que fizeram no Pan-americano: um acordo com os traficantes e bicheiros. Afinal, são só duas semaninhas de Jogos - e no final todos sairão ganhando. E de modo algum eu quis dizer que "os fins justificam os meios", não se trata disso. O que eu quis dizer é: "antes tarde do que nunca", não importando a motivação, no caso os Jogos. E deixei claro que o superfaturamento de obras e outras propinas são o grande problema a ser combatido. Em relação a slogans de um político ou outro, de um partido ou outro, não é possível mais distingui-los um do outro, infelizmente. Todos têm apenas um projeto de poder e não um projeto de país.
Beijos

Pâmela disse...

Parece que o Pan não foi suficiente para aprender...
Tenho a mesma opinião que tu e acredito que acabam invertendo a ordem das coisas. Além disso, sabemos que o superfaturamento das obras é inevitável e que, querendo ou não, o impacto político e econômico de trazer uma olimpíada pra cá pesa mais do que qualquer coisa.
Mas, lendo uma crônica do Mário Marcos de Souza (jornal ZH), tenho que concordar com ele. Agora que está feito temos que tentar enxergar o que de positivo essa olimpíada pode trazer. Uma delas é o incentivo ao esporte (não apenas o futebol)e o impacto positivo que os jogos podem ter nesse sentido.

Enfim...
Já que o mal está feito, temos que tentar "redirecionar as coisas"...

Carol Rocha disse...

Pois é, Pâmela. Esse lance de incentivo ao esporte é outra coisa que me incomoda.
O Brasil nunca investiu nisso. E duvido que os patrocínios irão aumentar a partir de agora.
E quando um esportista vence, o país usa o mérito DELE - esportista - como marketing.
Enfim, vamos esperar e ver o desenrolar disso tudo.

Obrigada pela visita.
Um abraço!