segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Peculiaridades amazonenses

Já disseram que o Brasil é uma reunião de países dentro do país. E é mesmo. Cada Estado tem suas peculiaridades, tanto na cultura, como no sotaque e também no modo de agir das pessoas.

Aqui em Tefé, no meio do Amazonas, passei por algumas situações engraçadas:

1) na lanchonete, esperando para fazer o pedido, o garçom me viu com caneta e papel na mão (eu estava trabalhando) e disse: pode anotar aí o seu pedido.

2) ok. A equipe pediu vários lanches. E aqui tudo demora uma eternidade. Dizem que baiano é devagar, mas amazonense é quase parado. Recebemos o pedido depois uma meia hora. Algumas pessoas quiseram repetir e o garçom disse: "Não dá não. Vai custar...". Traduzindo: vai demorar. E eles não consideram que o primeiro pedido tenha demorado... Além disso, os pratinhos nos quais eles servem os lanches são contados. Se você demora pra comer, o garçom vem buscar a cumbuca para servir outro cliente.

3) um dos pesquisadores que estava com a gente, boliviano, morador de Tefé, biólogo que trabalha no Instituto Mamirauá, contou que uma vez levou um grupo a uma pizzaria aqui. É claro que consumiram bastante, pois havia várias pessoas. Quando as pizzas chegaram à mesa, eles notaram que faltavam algumas. Questionaram o dono do lugar, que respondeu: "não posso vender tudo para vocês. Senão, o que vou vender mais tarde pra quem vier aqui?"

4) outra frase costumeira aqui quando se pede algo: "O senhor tem (qualquer coisa)?". Resposta. "Tem. Mas acabou".

5) Ah! A melhor de todas: no cardápio há opções de "X-burguer" com queijo e sem queijo. Sensacional!!

Agora, a parte boa da viagem. Uma foto do espetacular Rio Solimões.

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