quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Um Coração Palestino

Hoje, pela terceira vez, assisti ao documentário "Um Coração Palestino", exibido pelo canal GNT.

O vídeo mostra os conflitos religiosos que surgem quando um pai palestino decide doar os órgãos do filho de 12 anos para crianças israelenses.

Em 2005, Ahmad Khatib foi atingido por armas de soldados israelenses no Campo de Refugiados de Jenin. Os oficiais confundiram sua arma de brinquedo com uma arma de verdade e atiraram na criança. Algumas horas após o ataque, o garoto não resistiu aos ferimentos na cabeça e no peito.

O pai do menino teve de tomar uma difícil decisão: os órgãos de Ahmad poderiam salvar a vida de diversas crianças. E não seriam crianças quaisquer, mas sim jovens israelenses. Ismail deu permissão para que os médicos removessem o coração, fígado, os pulmões e rins de seu filho. Muitos o criticaram por doar os órgãos de Ahmad ao inimigo, que salvaram a vida de seis pessoas.

Neste filme, o diretor Marcus Vetter reconstrói os eventos e documenta a jornada de Ismail Khatib para conhecer três das seis crianças cujas vidas foram salvas pelos órgãos de seu filho, Ahmad.

Não sei se vão reprisar o documentário mais uma vez. Torço para que alguém - ou a própria GNT - disponibilize o vídeo na internet. É uma lição de desprendimento, sabedoria, altruísmo. Tudo o que as religiões e seus fiéis/fanáticos pregam, mas nem sempre praticam.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Re-post

Já postei essa mensagem aqui - e também já enviei por email diversas vezes aos amigos. Mas nunca é demais lê-la porque é genial.

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma História Severina

Uma História Severina. Sensível, agoniante, triste, real.
O namorido me indicou e só agora consegui assistir.
É impressionante o que os dogmas religiosos - e jurídicos - fazem com a vida das pessoas, inclusive com aqueles que não têm dogma nenhum.


video

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Extremos

Depois de viver a maior cheia dos últimos 50 anos - em junho deste ano o Rio Negro, em Manaus, atingiu 29,71 metros -, a Amazônia agora sofre com a seca. O nível dos rios está baixíssimo, prejudicando os peixes e o transporte dos ribeirinhos - e dos turistas, como eu. Resultado: atolamos no Rio Japurá. Mas graças a um amazonense, morador de uma comunidade no meio do rio que ajudou a empurrar a nossa voadeira, desencalhamos e seguimos viagem. Detalhe: o rio é povoado por arraias e jacarés.

Em alguns trechos, o Rio Japurá tem apenas 0,50 cm de profundidade. Segundo um meteorologista do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), a seca deve se estender até o começo de 2010. A falta de chuvas é causada pelo fenômeno El Niño – um aquecimento anormal do Oceano Pacífico – que dificulta a formação de nuvens em parte da América do Sul.

Não é preciso consultar cientistas e/ou ambientalistas para descobrir a causa desses extremos.

Hellouuu COP-15.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Enfim, 30

Eu já disse aqui que estar com 30 anos é algo estranho. Não estou velha, mas também já não sou considerada nova para "n" situações. É uma idade meio descaracterizada.

Só sei que a partir de agora a contagem é regressiva.

É hora de começar a comprar cremes anti-rugas, de se preocupar com a flacidez, com o ganho de peso. Inclusive é hora de avaliar se quero ganhar um peso extra por 9 meses e uma companhia para vida toda.


Começo essa nova fase bem feliz, bem acompanhada, bem amadurecida, mais tranquila, mas ainda com muitas perguntas sem resposta. E é isso que me move.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Atrasos contemporâneos

Aqui no Amazonas há um programa público de acesso sem fio à internet, o Amazônia Digital. Inclusive aqui em Tefé funciona bem. Seria muito bacana, porém, se a população tivesse computadores em casa para usufruir do serviço.
Mais interessante ainda seria se a cidade tivesse um bom serviço de distribuição de energia elétrica. A maioria dos comerciantes têm de ter gerador, porque o abastecimento de luz sofre com o rodízio. Sim, rodízio! Uma metade do bairro recebe energia por algumas horas, enquanto a outra metade fica às escuras. E vice-versa. Desde que estou aqui, há 10 dias, tem sido assim.
Mas eu trocaria a internet gratuita e algumas horas de energia elétrica por saneamento básico. São mais de 60 mil habitantes em Tefé despejando esgoto no rio que leva o nome da cidade, afluente da margem direita do Solimões, com 350 km de extensão.
Me disseram que a natureza se encarrega de "aproveitar" e diluir o que o "nosso corpo" joga no rio, e assim nossos dejetos não poluem.

É a modernidade chegando antes do essencial; são as prioridades secundárias da vida contemporânea.