Há duas semanas, voltei para aquele lugar onde não há espelhos, onde as janelas só abrem até a metade, onde as portas não têm trancas.
Comecei o ano cansada. Da vida, do mundo, das frustrações, da solidão. De repente, quis dormir. Não um dia só, mas vários. Como o organismo não colabora com isso, resolvi recorrer a uma ajuda externa. Tomei uns comprimidos. Dormi. Acordei. Tomei outro. Acordei de novo. E assim foi durante um final de semana.
Para os médicos, estou doente. Para mim, estou cansada.
Eles dizem que quem não gosta da vida é louco. Eu acho que quem gosta dessa vida que levamos é que é louco. Enfim, questão de ponto de vista. Não quero mais discutir isso. E resolvi desistir.
Meu corpo dói. Minha alma dói.
"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse." (Nietzsche)
domingo, 25 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Garagem
Diálogo entre a minha vó, meu primo mais novo e eu:
Primo mais novo:
- Cá, pode guardar seu carro na garagem porque o Fernando (primo mais velho) vai dormir fora.
Vó:
- Onde ele vai dormir? Ele acabou de pegar o carro! (detalhe: o carro zero do Fernando chegou hoje)
Primo mais novo:
- No motel, ué...
Vó:
- E lá tem lugar para guardar o carro?
Primo mais novo:
- Cá, pode guardar seu carro na garagem porque o Fernando (primo mais velho) vai dormir fora.
Vó:
- Onde ele vai dormir? Ele acabou de pegar o carro! (detalhe: o carro zero do Fernando chegou hoje)
Primo mais novo:
- No motel, ué...
Vó:
- E lá tem lugar para guardar o carro?
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