Confesso que fui ao cinema assistir esse filme impulsionada pela crítica que li na Veja desta semana (para assinantes). Tá, o longa pode não ser tão sensacional como afirma o texto, mas é bom. Muito bom. A idéia é simples - um garoto indiano pobre tenta reencontrar o amor da infância em um programa de TV - mas o roteirista foi original.
Críticos indianos disseram que o filme glamoriza a pobreza, pois mostra as favelas, a pobreza e a exploração humana que ocorre no país. Já ouvi essa crítica antes: Cidade de Deus, Última Parada 174, Tropa de Elite...
Em todos esses casos - somando Quem quer ser um milionário? - não há glamour. Há realidade. Infelizmente.
"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse." (Nietzsche)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Amigos são a família que nos permitiram escolher
Aos poucos estou voltando à vida. A festa da formatura foi bem bacana. E foi também a maneira que encontrei de agradecer o carinho e a ajuda que tenho recebido ao longo dos anos dessa pessoa aí embaixo. Desde que aderi à festa de formatura, não cogitei outro nome e o convidei para ser meu padrinho.
No começo ele era apenas o diretor da empresa na qual minha mãe trabalhou por muitos anos. Depois, virou um "chefe bacana" e, rapidamente, tornou-se amigo da família. Hoje eu tenho por ele um extremo carinho e uma admiração enorme. E temos também algo em comum: a profissão. Eu, começando. Ele, aposentado há anos. Ambos apaixonados pelo jornalismo.
[Meu presente!! Uma garrafa de Veuve Clicquot. Mas o médico liberou apenas uma taça...]
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A festa acaba. O abraço fica.
Além dos anos de faculdade, das dificuldades, inclusive financeiras, emocionais, de convívio etc, não foi fácil sair de uma internação psiquiátrica que durou 22 dias e no dia seguinte estar linda, arrumada e sorridente no Citibank Hall.
Apesar de ser um evento cansativo, em alguns momentos minha mente viajou e um filme passou na minha cabeça. Chorei. Muito. Talvez até demais para um evento importante mas que não justificaria tantas lágrimas para a maioria dos formandos. Só que para mim, estar ali, em pé e sorrindo, mesmo que por poucos instantes, foi uma vitória.
Senti muita falta de um abraço que eu, ingenuamente, achei que receberia. Esperei até o fim, e nada.
Mas houve um dado momento de lucidez e maturidade, e no meio daquela gente toda percebi claramente que a única pessoa com quem posso contar incondicionalmente e integralmente durante a minha caminhada neste planeta é essa aí da foto, também conhecida como minha mãe.
E com o apoio dela, mais um dia vivido, vencido e selado com um abraço.
E se existir amanhã... resolvo amanhã.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Questão de escolha - e de neurônios
Na próxima encarnação quero voltar como um ser irracional. Traduzindo: quero nascer homem.
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